29.8.08

MITO DO CUBO

25.8.08

Modelo nua agride homem em anúncio polêmico

A marca de roupas e perfumes Tom Ford fez um novo anúncio publicitário polêmico. Na propaganda para sua linha de roupas masculinas, uma mulher nua agride um homem vestido.

» Veja o anúncio da Tom Ford
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No anúncio de duas páginas para revistas, a mulher aparece com a mão nas partes íntimas do homem, que faz uma expressão de dor.

Tom Ford já causou polêmica com a campanha de seu primeiro perfume para homens, em que o frasco do produto foi fotografado entre as pernas de uma mulher nua.

Em uma segunda versão da mesma propaganda, o perfume foi colocado entre os seios de outra modelo nua.

Divulgação
Na propaganda para sua linha de roupas masculinas, uma mulher nua agride um homem vestido

Revista: Calvin Klein coloca anúncio banido da TV na Internet

Após ver a versão original do anúncio de seu novo perfume, Secret Obsession, ser recusada pelas redes de TV americanas, a Calvin Klein decidiu espalhar o vídeo na Internet. A peça, com Eva Mendes, foi recusada por mostrar, durante um curto período, um dos seios da atriz. As informações são da New York Magazine.

O diretor de criação do anúncio, Fabien Baron, afirmou à revista que não entendeu a proibição, mas colocou a culpa no presidente George W. Bush. Segundo ele, se as crianças americanas podem ver pessoas sendo mortas na TV, "um pouco" do seio de Eva Mendes não iria ser tão ruim.

Durante o comercial, Eva Mendes, estrela do filme Hitch, aparece rolando entre lençóis brancos para divulgar a nova fragrância da Calvin Klein.

Em uma das cenas, a atriz deixa o lençol "escapar" e um dos seus seios fica à mostra. Após a recusa das emissoras, o anúncio foi editado, com a exclusão da cena polêmica, e veiculado pela TV americana somente após as 21h. Agora, a empresa decidiu disponibilizar a versão integral do vídeo na Internet.



Site mostra os 50 anúncios mais chocantes; brasileiro está na lista

O site Trend Hunter Magazine, especializado em publicidade, fez uma seleção de 50 anúncios chocantes, que foram lembrados, segundo a publicação, por serem perturbadores ou, no mínimo, controversos. Entre os escolhidos estão material para meios impressos, comerciais de TV, anúncios virais e ações de "guerrilha" feitos pelas agências.

» Chocantes: veja fotos de Safados e nojentos
» Chocantes: veja fotos de Conscientização
» Chocantes: veja fotos de TV e filmes
» Chocantes: veja fotos de Produtos
» Chocantes: veja fotos de Política
» Chocantes: veja fotos de Embalagens e marcas


A lista da revista foi separada em categorias. Na primeira delas, denominada conscientização, está um anúncio de mídia alternativa feito para a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo, mas que não foi veiculado como publicidade do órgão. Na proposta de ação, foi colado um adesivo simbolizando uma pessoa atropelada no pára-brisa de um ônibus com a inscrição "atravesse na faixa".

Outro anúncio na categoria foi um para sensibilizar sobre a caça das baleias, que ainda acontece em países como Noruega, Japão e Islândia. Para chocar o público, um cartaz simbolizando o animal foi colado na parede e, em alto relevo, foram colocadas vísceras para mostrar a "matança".

Uma ação de conscientização contra a aids na França também foi considerada chocante pela Trend Hunter. Os anúncios impressos mostram um homem fazendo sexo com um escorpião gigante e uma mulher recebendo sexo oral de uma tarântula. O objetivo das peças era mostrar o risco de se fazer sexo sem camisinha.

Outros dois comerciais impressos incluídos na lista tratam de temas relacionados à infância. Em um deles, meninas com corpos já formados são utilizadas para alertar para o estupro presumido - ato de fazer sexo com meninas menores de 12 anos nos Estados Unidos, mesmo com o consentimento da adolescente. A outra peça é um outdoor que mostra um brinquedo sujo de sangue e prega controle dos pais na hora de punir seus filhos.

A Cruz Vermelha da Austrália está presente na relação dos anúncios chocantes com um anúncio para incentivar a doação de sangue no país. Embora a Trend afirme se tratar de um anúncio impresso, a revista destaca que pequenas caixas de plástico cheias de sangue, como aquelas feitas para depositar moedas, com a inscrição "dinheiro não é tudo", seriam uma forma "eficiente" de conscientização.

A organização Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta, da sigla em inglês) entrou no ranking da revista com dois anúncios: um impresso que mostra uma pessoa dentro de uma embalagem de carne e outro para a TV que exibe uma modelo se despindo para falar da causa da entidade. A cena é interrompida antes de ela ficar nua por imagens de maus tratos a animais.

Do leste europeu, há uma peça em mídia alternativa feita pela associação de proteção das mulheres da Romênia. No anúncio, que usa um telefone público, o gancho do aparelho é uma mão que atinge a face de uma mulher.

Entre os outros anúncios na categoria conscientização, há peças para o controle do tabagismo, distorção da imagem feminina na mídia, estupros, o ato de urinar em público, uso de aids para vender moda e um anúncio de camisinha que usa o slogan "o dia seguinte é mais seguro para quem usa preservativo".

Produtos
Na categoria de publicidade chocante utilizada para anunciar produtos, a revista separou desde anúncios para sutiãs esportivos - com fotos de mulheres com machucados no rosto pelo balançar dos seios - até peças de TV para anunciar absorventes internos femininos que mostram uma mulher "secando" a água de uma piscina pelo poder absorvente do produto.

Ainda neste segmento, há o anúncio de um videogame que mostra como soldados gostariam da função "tentar de novo" nos campos de batalha. Também há a publicidade de um carro híbrido, menos poluente, que mostra donos do veículo fazendo coisas erradas, mas com o slogan "pelo menos eles poluem menos". Outro comercial da categoria é o de uma cafeteria, que mostram um escorpião feito com grãos de café subindo pela face de uma mulher.

'Safados, crus e nojentos'
Na categoria, há anúncios de mulheres sendo "aliciadas" por animais na Alemanha e peças de sexo "acima da média" da Dolce & Gabbana. A marca, inclusive, é lembrada por um anúncio com tendências violentas de homens com relação a mulheres e que foi duramente criticado pela Anistia Internacional.

Entre os selecionados também há vários virais de famosos, como o de Sarah Silverman dizendo ao ex-namorado que está "transando" com Matt Damon. Há também a resposta dele, dizendo que passou a transar com Ben Affleck.

A empresa de produtos de moda Tom Ford é citada pela Trend em três anúncios: dois deles com mulheres com suas partes íntimas cobertas por produtos da marca e outro polêmico com uma modelo agredindo um homem.

A categoria também tem um "peludo" Burt Reynolds pelado, câmeras indiscretas instaladas em banheiros para um viral e pessoas vestidas de animais simulando sexo para a Virgin.

Filmes e TV
Talvez o maior representante deste segmento, apontado pela revista, seja o marketing de guerrilha feito pelo filme "A prova de morte", de Quentin Tarantino. A publicidade consistiu em espalhar uma série de braços cortados de mentira segurando o DVD do título na cidade de Amsterdã, na Holanda.

Outra ação da categoria inclui o beijo entre Jennifer Aniston e Courtney Cox (Rachel e Monica do seriado Friends) para promover uma nova série de TV.

Política
Entre os anúncios de cunho político a Trend escolheu um comercial que mostra George W. Bush, Silvio Berlusconi, Hugo Chávez e Sócrates sendo silenciados com uma mordaça vermelha. Outra peça que "homenageia" o presidente americano foi lançada na Nova Zelândia e usa a imagem dele para promover o filme American Psycho (Psicopata Americano).

Já na Bélgica, uma universidade usou uma foto alterada pelo Photoshop mostrando uma fusão de Hillary Clinton e Barack Obama em prol da instituição.

Embalagens e rótulos
Entre as embalagens e rótulos que mais chocaram a revista escolheu as balas refrescantes da Hershey's que pareciam drogas como cocaína, heroína e crack. Outro selecionado foi o frasco do gel Gorilla Snot (baba de Gorila), que abusou do conceito de que as pessoas passam qualquer coisa no cabelo desde que "funcione".

Outra "série" que entrou na lista foi o "faça você mesmo", que trouxe livros como "Faça sua mãe uma estrela pornô" e "Como matar um completo estranho", entre outros.

Para fechar a relação da Trend, foi escolhida uma nova forma de propaganda que está sendo difundida em Nova York: a "ass-vertise" (publicidade no bumbum). O lema da nova empresa é "se você quer ser visto, esteja onde todos vão olhar".

Divulgação
Anúncio proposto para a CET-SP era para conscientizar sobre a faixa de pedestres

Jean, Bolçone e Eloy dão um jeitinho de aparecer na TV Primeiro dia, era para vereadores, mas três prefeitáveis foram ao ar

Vinícius Marques
O horário eleitoral no rádio e na TV começou ontem para vereadores, mas três candidatos a prefeito de Rio Preto deram “jeitinho” de aparecer na televisão antes.

Jean Dornelas (PMN), Orlando Bolçone (PPS) e Eloy Gonçalvez (PSC) foram “protagonistas” do horário reservado para vereadores. Pela lei, os prefeitáveis são proibidos de pedir votos no espaço reservado aos vereadores.

Jean Dornelas abriu o horário e apresentou os candidatos a vereador. “Só apresentei, não disse que sou candidato”, desconversou. Logo na abertura, porém, aparece propaganda com seu nome e número, o que é proibido.

Marqueteiros de Bolçone e Eloy colocaram imagens dos prefeitáveis atrás do candidados a vereador. Assessores de Bolçone dizem que estão de acordo com a lei.

Valdomiro Lopes (PSB) e João Paulo Rillo (PT) não estavam na tela, mas tiveram seus nomes repetidos pelos candidatos. O nome de Valdomiro também apareceu na propaganda ao final da apresentação de cada partido.

Cacau Lopes (PV) e Marcelo Henrique (PSOL) foram os únicos prefeitáveis que não foram mencionados no programa de vereadores. No final da tarde, o PV contestou na Justiça a aparição “fora de hora” dos rivais.

Também ontem, começou a veiculação de inserções diárias de prefeitáveis. Edinho Araújo (PPS), que tenta eleger Bolçone, e Manoel Antunes (sem partido), que apóia João Paulo Rillo (PT) dominaram as aparições ao longo do dia.


Juiz proíbe PSB de usar imagem de Mané
O juiz da 267ª Zona Eleitoral de Rio Preto, Jorge Luiz Abdalla, proibiu que o PSB de Valdomiro Lopes use imagens do ex-prefeito Manoel Antunes (sem-partido) no horário eleitoral.

Mané entrou na Justiça contra o partido antes de gravar imagens para a campanha de João Paulo Rillo (PT).

O ex-prefeito saiu do PSB e declarou apoio ao petista depois que perdeu batalha para Valdomiro sobre quem seria candidato a prefeito pelo PSB. Valdomiro pretendia usar gravação do presidente nacional do PSB onde Mané diz concordar com qualquer decisão do partido sobre a candidatura.

Assessores de Valdomiro disseram que a decisão é “lamentável”. “O deputado sempre respeitou a manifestação das pessoas e agora estão querendo esconder a verdade”, disse José Luís Rey, assessor do prefeitável.

Valdomiro usa fala de padre na TV sem pedir e irrita o bispo

Vinícius Marques

Candidato a prefeito de Rio Preto pelo PSB, Valdomiro Lopes colocou no ar ontem gravação com o padre Antonio Valdecir Dezidério, da Paróquia da Mecedo. A exibição, feita sem autorização, irritou o bispo Paulo Mendes Peixoto.

Em julho, o bispo distribuiu cartilha para que os padres não participassem do processo eleitoral.

Declarações do padre sobre liberação de verba para o Lar de Fátima foram gravadas no final do ano passado e colocadas no ar em inserções ao longo do dia. “Ele [Valdomiro] sempre tem atuado junto ao poder público para atender nossas necessidades”, diz ele na gravação.

Já pela manhã, o padre, que também é presidente da Paróquia Diocesana, ligou para o deputado e reclamou. “Foi uma coisa desagradável. A declaração foi feita quando nem se cogitava que ele seria candidato. Jamais dei autorização para isso. Foi uso indevido de imagem. Não desobedeci as regras do bispado. Ele as ‘driblou’”, afirmou padre Valdecir, que estava em São Paulo ontem.

“O candidato usou a imagem antiga dele. A orientação é evitar apoio a qualquer um, porque isso divide a igreja”, afirmou dom Paulo Mendes Peixoto.

Equipe do candidato pede desculpas
Valdomiro Lopes (PSB) pediu desculpas ao padre Valdecir Dezidério pelo uso das imagens nas inserções na TV. Coube à apresentadora do programa de Valdomiro, Elaine Datti, explicar a situação. “Ela pediu desculpas e disse que à noite não seria mais colocado ao ar”, disse o padre.

Assessor de imprensa da campanha de Valdomiro, José Luís Rey disse, no entanto, que o padre havia autorizado o uso as imagens quando a declaração foi feita no ano passado. Mas reconheceu que ele não foi informado sobre a veiculação da declaração no horário eleitoral. O uso de entidades na TV faz parte da estratégia da campanha.

Cacau destaca os pontos positivos e negativos de Rio Preto

São José do Rio Preto, 23 de agosto de 2008

Guilherme Baffi
O candido a prefeitura de Rio Preto destacada área ambiental

Rodrigo Lima

O candidato a prefeito do PV, Cacau Lopes, priorizou o meio ambiente ao apontar o que considera positivo e negativo em Rio Preto. Hoje, o prefeiturável é o quarto candidato a participar da seção “Como eu vejo a minha cidade”, na série de reportagens especiais elaboradas pelo Diário visando a eleição de 5 de outubro. O candidato escolheu entre os seus pontos positivos o remanescente da Mata Atlântica na cidade, o Aqüífero Guarani, a Represa Municipal, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), que está localizada ao lado do Hospital de Base (HB). Segundo o candidato do PV, para o futuro a cidade terá de reduzir o consumo da água captada a partir dos aqüíferos Guarani e Bauru. Ele prevê ser necessário promover estudos de viabilidade econômica para fazer a captação de água a partir dos rios Turvo e Grande. “As principais propostas são aumentar a captação de água superficial em Rio Preto para utilizar o mínimo possível desse reservatório, que é para as gerações futuras. O PV propõe ainda o aproveitamento da água pluvial nos loteamentos da Prefeitura. Gerar economia de água. Usar a água da chuva para fazer a limpeza, fazer o processo de aguar a grama e a horta”, afirmou.

Ex-secretário da Saúde na administração do prefeito Edinho Araújo (PPS), Cacau defendeu uma política permanente de combate as doenças endêmicas, como a dengue, o que considera negativo na cidade. “Repercute até na questão de Rio Preto ser uma ‘Terra de Oportunidades’, mas ninguém vai querer investir em uma cidade com risco de dengue hemorrágica”, considerou. Entre os pontos negativos apontados pelo candidato estão ainda a qualidade do asfalto, os loteamentos irregulares, os distritos industriais, as doenças endêmicas e epidêmicas e o aterro sanitário. Cacau chegou a dizer que, se eleito, vai analisar a possibilidade de rescisão do atual contrato do lixo, com a empresa Leão Leão.




Promotor quer tirar Dornelas do ar

São José do Rio Preto, 23 de agosto de 2008

Thomaz Vita Neto
Promotor Fábio Miskulin questiona propaganda de Jean Dornelas

Rodrigo Lima

O Ministério Público quer impedir a participação do candidato a prefeito de Rio Preto Jean Dornelas (PMN) no programa eleitoral do seu partido destinado aos candidatos a vereador. O promotor da 267ª Zona Eleitoral de Rio Preto, Fábio Miskulin, ingressou com representação ontem com o objetivo de proibir o prefeiturável de fazer a apresentação de todos os candidatos a uma cadeira na Câmara. “Entendo que a participação do candidato na propaganda de vereador, da forma como ela está, não é permitida. Não é possível”, afirmou o promotor eleitoral. Segundo Miskulin, a representação é contra Dornelas. Não envolve nenhum outro prefeiturável. A representação do Ministério Público é baseada na resolução número 22.718 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com o artigo 28, parágrafo oitavo, “é vedado aos partidos políticos e coligações incluir, no horário destinado aos candidatos proporcionais, propaganda das candidaturas majoritárias (...). A única ressalva é a aparição dos candidatos a prefeito ao fundo, cartazes ou fotografias.

Baseado na legislação eleitoral, não há irregularidade em propagandas veiculadas na televisão pelos outros prefeituráveis. De acordo com Miskulin, as propagandas exibidas pelos prefeituráveis Orlando Bolçone (PPS) e Eloy Gonçalves Júnior (PSC) obedecem ao que está previsto em lei. “Nos dois casos, a legislação está sendo respeitada”, afirmou o promotor. Dornelas apareceu nos dois programas destinados aos candidatos a vereador, que permaneceram amontoados e calados no vídeo. O prefeiturável domina a cena, onde ele diz o nome do candidato e a sua plataforma eleitoral. A representação do Ministério Público foi encaminhada ontem ao juiz da 267ª Zona Eleitoral, Jorge Luiz Abdalla Buassi. Assim, o candidato do PMN, supostamente em situação irregular, deverá aparecer novamente hoje no programa. Buassi só deverá dar o seu despacho sobre o assunto na próxima segunda-feira.

Dornelas discorda do posicionamento do Ministério Público. Ele já disse ao Diário que a sua aparição no programa dos vereadores é permitida já que não pede votos para si. O candidato a prefeito do PMN disse ainda que apenas apresenta os nomes da legenda que vão disputar uma das 17 vagas no Legislativo. Entre uma apresentação e outra aparece o nome do candidato com o seu número de campanha. O candidato do PV, Cacau Lopes, já havia questionado a participação de Dornelas no programas, mas o juiz indeferiu pois, em vez de representar contra o PMN, apenas pediu explicações.


Thomaz Vita Neto
Carlos Arnaldo foi absolvido de multa por propaganda

TRE livra PDT de multa
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) acatou recurso e livrou o PDT e o presidente do partido em Rio Preto, Carlos Arnaldo, de pagarem multa de R$ 21,2 mil por propaganda antecipada. Arnaldo e o partido haviam sido condenados pelo juiz da 267ª Zona Eleitoral, Jorge Luiz Abdalla Buassi, por causa de um outdoor instalado em Rio Preto no período pré-eleitoral. A decisão do TRE de ontem acompanha o parecer emitido pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), que já havia se manifestado favorável ao presidente do PDT local. O juiz da 267ª Zona Eleitoral havia entendido que Arnaldo e o PDT veicularam de maneira irregular outdoors que poderiam caracterizar a propaganda fora do prazo previsto pela Justiça Eleitoral. O presidente do PDT foi informado ontem da decisão. “A decisão do TRE me deixou livre da multa. A Procuradoria já havia apontado que eu era inocente”, afirmou Arnaldo.

Em seu parecer, o procurador Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, mencionou que o conteúdo do outdoor teve como objetivo atrair novos filiados ao PDT e não pedir votos. As placas publicitárias foram veiculadas nas principais avenidas da cidade. O material na época teve seu conteúdo questionado pelo promotor da 267ª Zona Eleitoral, Fábio Miskulin. O outdoor trazia uma foto do presidente do partido com os seguintes dizeres: “a gente quer estar lado a lado com você. Filie-se e dê sua opinião.” O TRE entendeu que não havia nenhum apelo eleitoreiro no material questionado pelo Ministério Público. Com a decisão de ontem, o caso deverá retornar a Rio Preto, onde será arquivado.

CHARGE:

19.8.08

Críticas e promessas no 2º encontro de candidatos

São José do Rio Preto, 19 de agosto de 2008

Thomaz Vita Neto
Os 7 candidatos a prefeito de Rio Preto apresentaram suas propostas

Rodrigo Lima e Jocelito Paganelli

03:16 - Sobraram críticas ontem à administração do prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (PPS), no encontro promovido pela Associação Comercial e Industrial de Rio Preto (Acirp) entre os sete candidatos a prefeito. O evento foi promovido no centro de convenções na avenida Bady Bassitt. Os prefeituráveis responderam questionamentos sobre suas respectivas propostas de programas de governo para garantir o desenvolvimento econômico da cidade pelos próximos quatro anos. Candidatos abusaram também de promessas mirabolantes aos empresários do município. O prefeiturável Jean Dornelas (PMN), por exemplo, prometeu transferir o aeroporto para outra área da cidade. “Precisamos transferir o atual aeroporto e construir outro novo”, disse. Ele mencionou que vai buscar recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para tirar a obra do papel.

O uso de verbas federais do PAC também é mencionado pelo candidato a prefeito João Paulo Rillo (PT) para tirar o seu programa de governo do papel. O petista atacou o projeto da novo rodoviária, que está protocolado na Câmara. Rillo destacou que havia “interesses obscuros” na aprovação da proposta no fim do ano passado. “Estava previsto a isenção de ISS (Imposto Sobre Serviço)”, afirmou. Já o deputado estadual Valdomiro Lopes (PSB) afirmou ser necessário a revitalização da região central de Rio Preto. Ele disse ainda que a sua eventual administração será voltada “às pessoas.” “Não é possível crianças do quarto ano do ensino fundamental que não sabem nem ler ou escrever”, disse. O candidato do PSB, em seu discurso, comparou a Prefeitura como uma empresa e os munícipes como seus clientes. “E o nosso cliente não está satisfeito”, alfinetou Valdomiro ao dizer que a transferência do Instituto Penal Agrícola (IPA) ainda não ocorreu porque o plano diretor de uso da área não foi definido.

Cacau Lopes (PV) questionou a destinação de poucas verbas do orçamento do município para setores que considera fundamentais para o desenvolvimento, como a agricultura e o comércio. “Temos de melhorar a prestação de serviços da Prefeitura. A cidade tem vocação para a prestação de serviços e no setor da saúde”, afirmou. O candidato Orlando Bolçone (PPS) afirmou que apresentaria propostas concretas aos empresários. Além da implantação do parque tecnológico, na área onde funciona hoje o IPA, o candidato afirmou que irá dar seqüência às obras do plano viário e a transferência da rodoviária para o quilômetro 444, da rodovia Washington Luís. Marcelo Henrique (Psol) foi questionado sobre a capacitação de jovens na cidade. Ele propõe a abertura das escolas no período noturno e nos finais de semana. O prefeiturável defendeu ainda a parceria do município com entidades que administram cursos profissionalizantes, como o Senai. Bolçone foi questionado pela Acirp sobre o seu projeto para a área de assistência social. Ele apresentou proposta de formatar parceria com as lojas maçônicas, centros espíritas e a Cáritas Diocesana. Já o candidato do Psol não poupou críticas aos deputados estaduais e federais que teriam deixado de atuar politicamente para tentar segurar a empresa Gol na cidade.

Encontro foi ‘burocrático’
O formato do encontro na Associação Comercial e Industrial de Rio Preto (Acirp) foi considerado “morno” e “burocrático” pelos apoiadores dos candidatos a prefeito. Não foi permitida, por exemplo, perguntas entre os prefeituráveis. Antes do início da plenária, os candidatos foram reunidos em uma sala. Com os assessores, os prefeituráveis sequer trocaram olhares. Todos estavam concentrados para tentar convencer os empresários que são a melhor opção para administrar o município pelos próximos quatro anos.

O deputado estadual Valdomiro Lopes (PSB), líder nas pesquisas de intenção de voto, não cumprimentou a nenhum candidato. Já os outros concorrentes trocaram poucas palavras entre si. A platéia em sua maioria foi formada por candidatos a vice, apoiadores, assessores dos sete candidatos a prefeito e candidatos a vereador. Outra parte foi formada por integrantes da diretoria da Acirp. Cerca de 300 pessoas participaram do evento ontem. O primeiro debate televisionado neste ano será promovido pelo Diário em 28 de setembro em parceria com a Rede Vida.

PERGUNTE ELEITOR:


Mauro Espostes aposentado, morador do bairro Boa Vista


Como o senhor pretende incentivar a industrialização da cidade? Haverá facilidades, como incentivos fiscais, para atrair indústrias a Rio Preto?

>> João Paulo Rillo (PT)
A Lei de Responsabil idade Fiscal impede a renúncia de receitas tributárias. Optar pela guerra fiscal para atrair indústrias, promovendo reduções ou isenções, compromete o Orçamento e exige a compensação com o aumento de outros tributos. É uma equação que pode resultar em prejuízos para outros setores da cidade. Nossa política de incentivos do setor deve criar as condições indispensáveis para a instalação e o crescimento das indústrias, oferecendo infraestrutura adequada e subsídios científicos, pesquisa e tecnologia. Com estradas, ferrovias e aeroportos modernos é possível assegurar o transporte a custos mais baixos e competitivos das mercadorias produzidas aqui. As obras de infra-estrutura que faremos vão sintonizar Rio Preto com as iniciativas do governo federal e os investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), incluindo a cidade nesse processo de desenvolvimento no qual o país está inserido.
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>> Marcelo Henrique (Psol)
O funcionamento da estação de tratamento de esgoto e a construção do pólo tecnológico são medidas essenciais para a atração de indústrias para o município. A implantação da “Prefeitura Eletrônica Social” para modernizar a prestação dos serviços públicos municipais tornará mais transparente a política e o planejamento industrial da cidade, o que hoje não existe. A construção de um novo distrito industrial em região estratégica do município é outra atitude necessária, como, por exemplo, próxima da região norte, a mais populosa de Rio Preto. Com isso, geraremos novo pólo de desenvolvimento socioeconômico na cidade.
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>> Orlando Bolçone (PPS)
Criação de 6 mil novos empregos anualmente. Essa é a meta que consta no programa de governo. Depois de 17 anos como planejador e criando condições para a geração de empregos, entre eles a implantação dos minidistritos industriais, o objetivo agora é atrair empresas do setor de tecnologia para se instalarem no Parque Tecnológico. Além disso, é importante destacar que Rio Preto é o único município do Brasil que tem um sistema integrado de desenvolvimento industrial sustentável. Temos espaços desde a incubadora para quem quer iniciar os negócios (tecnologia ou tradicional), depois temos opções para as micros e pequenas empresas se instalarem em um dos 13 minidistritos, com áreas de até mil metros quadrados. Contamos com modernos distritos. Nosso foco será o de adoção de políticas para proporcionar emprego a toda população, em especial aos jovens na procura do seu primeiro emprego. Vamos continuar incentivando a diversificação da economia, o que impede a dependência econômica de apenas um setor produtivo.
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>> Valdomiro Lopes (PSB)
Queremos que Rio Preto c ontinue a crescer. Mas desejamos um crescimento responsável e sustentável que garanta a qualidade de vida em nossa cidade. Aqueles que quiserem aqui instalar suas empresas vão contar com todo o apoio do poder público. Evidentemente não vamos entrar numa guerra fiscal irresponsável. Vamos sim dar todo tipo de incentivo e criar facilidades para atrair as empresas que tragam benefícios para nossa comunidade, que respeitem o meio ambiente, as normas de segurança, e atuem com responsabilidade social, principalmente aquelas que tragam inovações tecnológicas e gerem empregos. A falta de oportunidade de trabalho continua sendo uma das questões que mais preocupam nossa população, principalmente os mais jovens. Por isso, vamos agir para que Rio Preto não venha a perder empresas para outras cidades. Vamos investir na qualificação de mão-de-obra para atender a demanda de profissionais qualificados.
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>> Cacau Lopes (PV)
Rio Preto precisa dinamizar o seu setor produtivo para gerar empregos, renda e arrecadação, para investir em saúde, educação e outros benefícios para a população. As empresas buscam cidades que tenham infra-estrutura, trabalhadores qualificados, transporte, acesso aos mercados e boa qualidade de vida. Para acolher os empreendedores que desejam investir aqui, vamos desenvolver as seguintes ações: Revitalização dos distritos e minidistritos industriais que ainda estão com mais da metade de suas áreas não-ocupadas. Participar ativamente da implantação do Parque Tecnológico, trazendo indústrias de biotecnologia, em parceria com as universidades. Desburocratizar os processos de aprovação de projetos industriais. Aumentar a oferta de ensino tecnológico e profissionalizante, para que os nossos jovens adquiram as competências exigidas pelos processos de trabalho modernos. Divulgar a marca “Rio Preto” no Brasil e em outros países, atraindo, assim, investidores para o nosso município.
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>> Eloy Gonçalves (PSC)
Nosso plano de governo prevê estudo das potencialidades das indústrias locais e da região, visando integração com objetivos comuns e intervenção da prefeitura para corrigir deficiências do setor. Umgrande problema é a falta de mão-de-obra qualificada, que pode ser resolvido com nosso programa profissionalizante “Quem Sabe Ensina”, e de fornecedores de matérias-primas, equipamentos, ferramentas e serviços técnicos. Vamos, sim, oferecer incentivos fiscais para atrair empresas e desburocratizar o Executivo para facilitar investimentos empresariais. Também fortaleceremos a política industrial existente para maior ocupação dos minidistritos, principalmente com fábricas não-poluentes. Outra proposta é editar um guia, para distribuição nacional, destacando nossa diversidade industrial (jóias, confecções, metalurgia, móveis, química, equipamentos médicos e ortodônticos) e a estratégica localização de Rio Preto, servida por grandes rodovias (BR-153, Washington Luís, Euclides da Cunha, Assis Chateaubriand).
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>> Jean Dornelas (PMN)
É inacreditável que o último minidistrito tenha sido implantado há 12 anos. Vou retomar o programa de minidistritos, mas com incentivo verdadeiro, pois, 30 meses para pagamento de lote é muito pouco, o ideal são 120 meses. Vou dar incentivos fiscais sem caracterização de renuncia de receita, ampliando assim os repasses do fundo de participação dos municípios.

Vandalismo destrói placas de propagandas eleitorais


Guilherme Baffi
Placa de candidato do PSDB com buraco de pedrada bem no rosto

Rodrigo Lima

Candidatos a vereador em Rio Preto se dizem “vítimas” de vandalismo contra suas propagandas eleitorais, que estão sendo depredadas. Eles desconfiam que adversários estejam destruindo ou retirando placas de propaganda eleitoral de locais estratégicos. O presidente da Câmara, Adney Secches (PSDB), candidato à reeleição, afirmou que o material colocado em ruas e avenidas na Vila Toninho ou em bairros vizinhos estão “sumindo.” O tucano disse que verificou o problema há alguns dias atrás, quando achou que o sumiço das placas era apenas coincidência. “Mas passei a notar que colocamos as placas em alguns locais e vão lá e destroem. Não sei quem é ainda. Tem candidato destruindo essas placas. O pessoal tem de entender que isso não ganha eleição”, afirmou Secches. O candidato a vereador Jorge Abdanur (PSDB) também percebeu que o seu material é alvo de vândalos. “Meteram um furo na minha cara lá na placa. Coloquei essa placa na redentora na última sexta-feira, ou seja, não durou nem três dias”, afirmou.

O tucano disse que pretende até fazer um boletim de ocorrência para preservar os seus direitos. Abdanur afirmou que foram destruídas outras quatro placas que divulgam a sua candidatura em diversos pontos da cidade. “Em relação as outras placas destruíram tudo. Rasgaram e quebraram o suporte onde colocamos as placas. Deve ser algum adversário, mas não tenho idéia de quem poderia estar fazendo isso”, afirmou Abdanur. O candidato Nelson Ohno (PPS) também disse que suas faixas foram “queimadas” em bairros da cidade, como a Vila Toninho. “É coisa de vândalos ou concorrentes.” O promotor da 125ª, Ary César Hernandez, afirmou que o ato caracteriza crime de dano. Consta no artigo 163 do Código Penal ser crime destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia. A pena prevista é de detenção de um a seis meses e multa. “O ideal seria descobrirmos se há intuito eleitoral na destruição dessas placas. Até que ponto esse ato está sendo feito como represália ao candidato ou pelo povo, que não quer mais saber dos políticos”, afirmou Hernandez.

Candidatos a vereador abrem hoje horário eleitoral no rádio e na TV
São José do Rio Preto, 19 de agosto de 2008

Editoria de Arte
Horário eleitoral será transmitido pela TV às 13 horas e 20h30

Jocelito Paganelli

Começam a ser exibidas hoje as propagandas eleitorais na TV e no rádio dos candidatos a vereador e dos sete prefeituráveis de Rio Preto. Para os que disputam as vagas da Câmara, os programas serão apresentados às terças, quintas-feiras e sábados, em dois blocos de meia hora cada um. Na televisão, das 13h às 13h30 e das 20h30 às 21h. Já no rádio, das 7h às 7h30 e das 12h às 12h30. Para os que tentam ocupar o cargo de prefeito, os programas serão transmitidos às segundas, quartas e sextas-feiras, nos mesmos horários. As propagandas permanecerão no ar até o dia 2 de outubro, três dias antes do primeiro turno. Durante esse período não haverá veiculação da propaganda eleitoral aos domingos. Em Rio Preto, os programas serão exibidos pela TV Tem – afiliada da Rede Globo –, pela Record e também pela Rede Vida. A TVI, afiliada do SBT, transmitirá o horário eleitoral de Araçatuba, mas em Rio Preto a tela ficará apenas com os dizeres da Justiça Eleitoral (sem transmissão). Já a Band vai transmitir o programa de Presidente Prudente. Os programas também serão transmitidos pelas emissoras de rádio, mas na FM Diário será veiculado o programa de Mirassol.

Hoje, nos dois blocos de meia hora cada, serão apresentadas propagandas dos candidatos a vereador das 11 coligações e partidos. No total, 295 tentam uma vaga no Legislativo de Rio Preto. Com cinco minutos e sete segundos, a coligação “Esperança Rio Preto” (PT/PR/PSL/PRP) terá o maior tempo e será a segunda a apresentar os candidatos. “Cada um ficou à vontade para se apresentar da forma que achar conveniente”, disse Carlos Henrique de Oliveira, um dos coordenadores do grupo. Os candidatos do PMN serão os primeiros a se apresentar na TV. Eles dividirão o tempo de um minuto e um segundo, mesmo espaço destinado à coligação “100% Rio Preto” (Psol/PCB), quarta a exibir o propaganda eleitoral. De acordo com o coordenador de campanha do Psol, Davi De Martini Júnior, a escassez de tempo obrigou a coligação a dividir a apresentação em três blocos. “Temos 30 candidatos e vamos apresentar dez a cada dia (hoje, quinta-feira e sábado)”, disse. O DEM, que integra a coligação DEM/PP/PRB, é outro que adotou a estratégia de mostrar em blocos todos os que disputam uma cadeira do legislativo. “A apresentação será feita no decorrer dos três dias da semana destinados à propaganda de vereador. Cada candidato do partido vai utilizar 30 segundos para se apresentar” afirmou Moacir Serodio, secretário-geral do partido em Rio Preto.

Inserções
Além dos dois blocos, os sete prefeituráveis dividem 30 minutos diários em forma de inserções de 15, 30 ou 60 segundos para divulgar a suas propagandas ao longo da programação das emissoras, entre as 8 horas e a meia-noite. A divisão do tempo das inserções segue a mesma regra utilizada para cada bloco de meia hora. Com a maior coligação (11 partidos) e o maior tempo, o candidato a prefeito Valdomiro Lopes (PSB), por exemplo, terá 11 minutos e 33 segundos para apresentar sua propaganda eleitoral em cada bloco de meia hora. Ele terá ainda o mesmo tempo dividido em inserções. Os prefeituráveis Jean Dornelas (PMN) e Marcelo Henrique (Psol) têm o menor tempo de propaganda eleitoral, um minuto de 32 segundos cada.

Segundo turno
Nas cidades onde eventualmente ocorrer segundo turno para prefeito (em Rio Preto isso pode acontecer), a propaganda na TV e no rádio começará a partir de 48 horas da divulgação pela Justiça Eleitoral dos resultados do primeiro turno e será exibida até 24 de outubro - dois dias antes do segundo turno. Nesse caso, o tempo será divido igualitariamente entre os dois candidatos.

Sete prefeituráveis vão ao ar amanhã
Os programas eleitorais na tevê e no rádio dos sete candidatos a prefeito de Rio Preto começarão a ser exibidos amanhã à tarde e à noite. Serão dois blocos de meia hora casa um. Cacau Lopes (PV) será o primeiro a apresentar a propaganda eleitoral. O candidato quer mostrar que, apesar de pouco recurso financeiro para gastar na campanha, pode apresentar propaganda de qualidade. Ele priorizar a produção de estúdio e fotográfica. A exceção para o uso de imagens externas será a vinheta do candidato que tem uma imagem panorâmica de Rio Preto. “Vou mostrar que a cidade não é só concreto e asfalto.” Para ele, as vinhetas serão as surpresas de sua propaganda.

Marcelo Henrique (Psol) é o segundo a apresentar a propaganda. O candidato disse que apresentará uma produção “simples, mas qualidade”. No primeiro programa Marcelo exibirá sua trajetória de vida pessoal e profissional. O candidato vai usar depoimentos e imagens de amigos. Na seqüência será a vez de Jean Dornelas (PMN). Ao contrário de Cacau, ele dará ênfase às imagens externas em seus programas. “A proposta é colocar o candidato na rua, em frente aos pontos positivos e negativos da cidade, para apresentar as propostas de governo”, disse o candidato a vice-prefeito Basilio Neto, que também coordena a campanha do PMN. Dornelas apresentará um rápido histórico de sua vida profissional. Vinhetas e jingles aparecerão com freqüência na propaganda eleitoral de João Paulo Rillo (PT), que será o quarto candidato a se apresentar. Efeitos especiais também serão usados para divulgar as propostas de governo do petista. “Ficou acertado com as produtoras que os efeitos especiais só não seriam usados para atacar ou denegrir os adversários”, disse Carlos Henrique de Oliveira, coordenador da campanha petista. Os jornalistas Jovana Bigoti e Fernando Daguano apresentarão o programa de Rillo na TV.

Em seguida será a vez de Eloy Gonçalves (PSC) apresentar sua propaganda. Ele utilizará poucos efeitos especiais “Tenho apenas uma vinheta. E já vou mostrá-la logo no primeiro dia.” O candidato vai priorizar a apresentação do plano de governo, mas promete fazer tudo com muita descontração. Com o maior tempo de TV e rádio entre os candidatos a prefeito, Valdomiro Lopes (PSB), será o penúltimo a mostrar a propaganda. Apesar do enorme tempo de tevê e da vasta equipe de produção, um dos coordenadores da campanha de Valdomiro Lopes (PSB) afirmou que “o domínio da oratória” é o principal trunfo do candidato. Mas os efeitos especiais não serão desprezados no decorrer dos programas, que serão apresentados pela jornalista Elaine Dati. Orlando Bolçone (PPS) encerrará o primeiro dia de propaganda eleitoral na TV e no rádio. Com depoimentos e imagens de pessoas que a equipe de produção do candidato considera “expressivas” o foco do primeiro programa será o currículo profissional de Bolçone. O programa vai explorar os 17 anos que o candidato permaneceu à frente de Secretaria de Desenvolvimento da Prefeitura de Rio Preto.

MP fiscalizará programas
O Ministério Público Eleitoral de Rio Preto vai monitorar as propagandas eleitorais na TV e no rádio. Os promotores eleitorais Ary Hernandez e Fábio Miskulin afirmaram que vão acompanhar a apresentação dos programas dos candidatos a vereador e a prefeito. O candidato que veicular propaganda que degrade ou ridicularize adversários poderá perder o direito à veiculação do próximo programa. Os casos serão denunciados à Justiça Eleitoral, que poderá impedir a reapresentação da propaganda ofensiva. A resolução 22.178 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê ainda que, se o candidato repetir a irregularidade que já tenha sido punida pela Justiça Eleitoral ele terá a propaganda suspensa temporariamente. “Além do Ministério Público, eleitores e os próprios candidatos que se sentirem ofendidos podem denunciar os abusos praticados durante a apresentação da propaganda eleitoral na tevê e no rádio”, disse Hernandez.

Na produção da propaganda eleitoral é proibido usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de alguma forma, degradem ou ridicularizem adversários. Não é permitido o uso do horário destinado à propaganda de prefeitos para exibir programa de vereadores e vice-versa. A resolução do TSE também determina que a propaganda eleitoral na televisão deverá utilizar a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) ou legenda para deficientes auditivos.






CHARGE:

18.8.08

Especialistas propõem o fim das senhas

Randall Stross


 

A melhor senha é uma combinação longa e sem sentido de letras, números e sinais de pontuação jamais antes combinados. Há pessoas admiráveis que conseguem mesmo memorizar seqüências aleatórias de caracteres para suas senhas - e substituí-las por outras senhas igualmente complicadas, selecionadas de forma aleatória a cada dois meses. E há também o resto de nós, aqueles que selecionam senhas curtas, conhecidas e fáceis de lembrar. E as mantêm para sempre.

No passado eu me sentia envergonhado por não respeitar as normas de seleção de senhas - mas isso passou. Os especialistas em segurança da computação dizem que escolher senhas difíceis de adivinhar na verdade propicia pouca segurança. As senhas não nos protegem contra roubo de identidade, não importa o quanto sejamos espertos ao selecioná-las. Esse seria o caso mesmo que respeitássemos mais as instruções. Pesquisas demonstram que temos muito apego a velhos favoritos como "123456", "senha" e "queroentrar". O problema subjacente, porém, não está em sua simplicidade, mas no procedimento mesmo de acesso, sob o qual vamos parar em uma página de web que pode ou não ser aquilo que diz, e digitamos uma série de caracteres para autenticar nossa identidade (ou usamos nossos software de administração de senhas para fazê-lo em nosso lugar). Esse procedimento, que agora nos parece perfeitamente natural porque fomos treinados a fazê-lo por meio de incessante repetição, é uma má idéia, que nenhum especialista em segurança que eu tenha consultado se dispôs a defender.

O acesso por senha é suscetível a ataques de diversas maneiras. Considerem uma única delas, a dos praticantes do phishing, que iludem usuários e nos levam a visitar sites que imitam sites legítimos a fim de recolher nossas informações de conexão. Assim que somos atraídos a um desses sites e nossa senha é recolhida, ela pode ser tentada em outros sites.

A solução recomendada pelos especialistas é o abandono das senhas - e a adoção de um modelo fundamentalmente diferente, no qual os seres humanos teriam pouco ou nenhum papel a desempenhar. Em lugar disso, máquinas estabeleceriam uma conversação cifrada que determinaria a autenticidade de ambas as partes, usando chaves digitais que nós, como usuários, nem precisaríamos ver. Em resumo, o sistema de acesso passaria a depender de criptografia e não de nossa memória.

Como usuários, substituiríamos senhas pelos chamados cartões de informação, ícones em nossas telas que selecionaríamos com um clique para acesso a um site. O clique daria início a um contato entre máquinas. O software necessário a criar esses cartões de informação existe em apenas 20% dos computadores pessoais, ainda que isso represente grande alta ante os 10% de um ano atrás. As máquinas que operam com o Windows Vista dispõem desse tipo de recurso automaticamente, mas as máquinas que operam com Windows XP Mac OS e Linux precisam de downloads.

E isso é apenas metade da complicação. Os sites anfitriões também precisam ser convencidos a aceitar a tecnologia dos cartões de informação, para acesso.

Não conseguiremos grande progresso quanto a isso no futuro próximo, porém, devido ao desperdício de energia e atenção causado por uma grande distração, a iniciativa OpenID. A idéia é "acesso unificado", ou seja, basta se logar em um site, com uma senha, e isso possibilitará acesso a todos os sites que aceitem o sistema Open ID.

O sistema oferece na melhor das hipóteses uma modesta conveniência, e ignora a vulnerabilidade inerente a digitar uma senha em site alheio. Mesmo assim, a intervalos de alguns meses surgem novas empresas grandes aderindo ao OpenID. Representantes do Google, IBM, Microsoft e Yahoo anunciaram que apoiariam esse padrão. No mês passado, quando o MySpace anunciou sua adesão, a OpenID.net, a fundação sem fins lucrativos que administra o sistema, se vangloriou porque o "número de usuários que poderão usar o OpenID" havia ultrapassado os 500 milhões e que era "evidente que estamos apenas começando a ganhar terreno".

Mas o apoio à iniciativa é conspicuamente limitado. Cada uma das grandes potências que teoricamente apóia o OpenID está disposta a criar um nome de acesso e senha OpenID para acesso ao seu site por seus usuários, mas não a aceitar nomes e senhas conferidos por outros integrantes do sistema. Não se pode usar uma OpenID da Microsoft no Yahoo, e nem vice-versa.

Por que não? Porque as empresas percebem as muitas formas pelas quais o processo de acesso por senha, gerido por outra empresa, poderia ser comprometido. Elas não desejam assumir a responsabilidade por enfrentar as conseqüências de traquinagens originadas de sites alheios.

A Microsoft e o Google também estão entre as seis empresas fundadoras da Information Card Foundation, criada para promover a adoção dos cartões de informação. O único inconveniente dos cartões de informação é que, em ambientes de trabalho, por exemplo, um computador deixado ligado poderia ser usado para acesso por pessoas não autorizadas, que conseguiriam se conectar a qualquer site usando cartões. Mas isso pode ser contornado pelo uso de uma senha simples para acesso ao cartão. Essa senha não causa problemas porque fica sempre na máquina. Não há acesso a ela por sistemas externos.

Desaprender o hábito de digitar senhas em uma página da web talvez demore demais, mas precisamos disso para nossa proteção. O acesso a sites deveria ser mediado por contato criptografado entre máquinas, o que impediria que sem querer nós revelássemos senhas ou códigos. Ninguém mais precisaria confiar naquela venha companheira, a senha "queroentrar".

Os graves danos provocados pelo aumento do lixo eletrônico

Giles Slade


 

A Microsoft acaba de criar um nicho de mercado que se situa entre os assistentes pessoais digitais (PDAs) com poucos recursos e os laptops dotados de várias funções. É o Origami, uma nova categoria de computadores pessoais ultramóveis destinados a se tornarem tão indispensáveis e onipresentes quanto os telefones celulares.

Logo, milhões dessas engenhocas se juntarão a iPods, BlackBerrys, PlayStations, tocadores de MP3, GameBoys e celulares superados na montanha de sucata eletrônica que ameaça envenenar a todos nós.

Exagero? Dificilmente. O refugo de equipamentos eletrônicos contém ingredientes perigosos classificados pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) como "toxinas biológicas permanentes" que incluem chumbo, cádmio, bário, berílio e o mercúrio. Quando queimados, muitos deles liberam dioxinas. Nos aterros sanitários, eles penetram no lençol freático e nunca se decompõem. Entre agora e 2009 - além de todos os nossos aparelhos eletrônicos portáteis, mais de 550 milhões de computadores e aparelhos de televisão analógicos serão jogados fora nos EUA.

Por pior que pareça, no momento os Estados Unidos não têm nenhuma maneira de lidar com a toxinas contidas neste ciberlixo. Precisamos enviá-lo para outros lugares. E já estamos enviando para lá.

Porém, a Convenção da Basiléia restringe o comércio internacional de lixo perigoso, portanto, todos os envios de sucata eletrônica dos Estados Unidos para países em desenvolvimento são tecnicamente ilegais.

Numa estratégia oriunda do desespero, o Japão e os Estados Unidos estão agora propondo reabrir o comércio global de lixo tóxico. Neste ínterim, exportadores americanos dependem de um menu de estratégias fértil em expedientes para exportar nosso refugo tóxico. Isso inclui rotular incorretamente os contêineres de lixo eletrônico; passar o material de um navio para outro através de portos neutros; subornar funcionários da alfândega dos países de destino; subornar políticos locais nas áreas onde os dispositivos são desmontados, e deslocar freqüentemente as operações de desmontagem através do mundo em desenvolvimento.

Guiyu, uma região rural no noroeste de Hong Kong, tornou-se a capital mundial da desmontagem tóxica, empregando mais de 100 mil pessoas. A Basel Action Network (Rede de Ação da Basiléia) publicou um relatório divulgando como os cloretos de polivinil estão sendo queimados abertamente e como metais preciosos estão sendo derretidos e retirados de computadores usando-se ácidos altamente corrosivos que são despejados sem tratamento no rio Lianjiang.

Recentemente, capangas contratados por essas operações expulsaram de Guiyu jornalistas e ativistas estrangeiros. Mas, operações de desmontagem semelhantemente perversas foram descobertas em Karachi, no Paquistão; Chittagong, em Bangladesh; e no centro de reciclagem Mandoli, a leste de Nova Délhi. Toneladas de sucata eletrônica têm sido despejadas ao longo dos rios asiáticos e nos canais de irrigação das áreas de arrozais. Em alguns lugares, a água de poço não é própria para beber.

Será que o mundo desenvolvido precisa descartar seu refugo desta forma? Será que não existe uma alternativa acessível financeiramente à exportação de nossas toxinas e envenenamento do mundo em desenvolvimento? A partir de janeiro, Maine passou, juntamente com a Califórnia e Maryland, a exigir que os fabricantes de equipamentos eletrônicos coletem e desmontem os aparelhos de TV e telas de computador descartados, retirando as toxinas para reciclagem ou descarte seguro. Mais de 20 Estados estão considerando a hipótese de aprovar uma lei semelhante. Mas uma mixórdia de leis estaduais seria bem menos eficaz do que uma única lei federal. O Congresso agora tem quatro projetos de lei sobre lixo eletrônico pendentes mas nenhuma vontade política de promulgar uma legislação dura.

Bill Gates poderá ajudar a sustar esse envenenamento certificando-se de que os Origamis e outros produtos sejam fabricados de tal forma que seus componentes tóxicos possam ser removidos facilmente e reciclados. O que poderia acontecer se Gates começasse um programa de limpeza dos locais de despejo de lixo tóxico desde Guiyu a Lagos? Talvez, então, todo mundo possa comprar um Origami despreocupadamente, e a Microsoft poderia deixar de ser o bicho papão preferido do mundo.

15.8.08

A Sociedade do Espetáculo

Cacau Lopes é rejeitado por 19%

São José do Rio Preto, 15 de agosto de 2008

Rodrigo Lima

O candidato a prefeito de Rio Preto Cacau Lopes (PV) registrou o maior índice de rejeição (19%) entre todos que disputam a Prefeitura, segundo pesquisa Ibope divulgada pela TV Tem. Em seguida aparece Eloy Gonçalves Júnior (PSC), com 18%. Outros 17% disseram não votar de jeito nenhum em João Paulo Rillo (PT). A rejeição de Orlando Bolçone (PPS) é de 15%. O mesmo percentual foi registrado por Valdomiro Lopes (PSB). Marcelo Henrique (Psol) registrou rejeição de 13%, enquanto que Jean Dornelas (PMN) apareceu com 12%. Dois por cento responderam que votariam em todos os nomes apresentados, 32% disseram não votar em nenhum dos prefeituráveis e outros 4% não responderam. A margem de erro do levantamento é de quatro pontos percentuais para mais ou menos.

O Ibope também divulgou o resultado da avaliação da administração do prefeito Edinho Araújo (PPS). Para 9%, o atual governo é “ótimo.” Outros 39% acham que a gestão do prefeito é “boa” , 30% dizem que é “regular”, 5% consideram a administração “ruim”, 16% avaliam como “péssima” e 1% não soube responder. “Considero o resultado excepcional. É o resultado de oito anos de mandato”, disse Edinho. Ele afirmou que a análise tem de levar em consideração a soma dos percentuais de “ótimo”, “boa” e mais a metade do “regular.” Assim, para o prefeito, o seu governo é bem avaliado por 63% dos entrevistados. A pesquisa Ibope ouviu 602 eleitores entre os dias 10 e 12 de agosto. A pesquisa está registrada no cartório da 125ª Zona Eleitoral de Rio Preto.

CHARGE:



Antunes tenta impedir PSB de usar imagem

São José do Rio Preto, 15 de agosto de 2008

Guilherme Baffi
Manoel Antunes deixou o PSB após ter legenda a prefeito negada

Rodrigo Lima

O ex-prefeito de Rio Preto Manoel Antunes ingressou ontem com medida cautelar com pedido de liminar no cartório da 267ª Zona Eleitoral. Ele quer impedir que o seu ex-partido, o PSB, use imagens suas durante a propaganda eleitoral gratuita na tevê, que começará a ser exibida na próxima terça-feira, dia 19. Segundo Antunes, a estratégia de entrar na Justiça Eleitoral foi definida pelo PT local. Os petistas crêem que o PSB possa usar vídeo editado das negociações promovidas em Brasília e São Paulo, que culminou na escolha do deputado estadual Valdomiro Lopes (PSB) como o candidato a prefeito do partido na eleição de outubro. O caso será julgado pelo juiz da 267ª Zona Eleitoral, Jorge Luís Abdalla Buassi. Com o desfecho da disputa interna, Antunes acusou o parlamentar de suposta “traição” e “rasteira.” O ex-prefeito rompeu com o antigo aliado e declarou apoio ao candidato João Paulo Rillo (PT). Nesta semana, Antunes oficializou a sua saída das fileiras do PSB. Sem a iniciativa, ele estaria impedido de participar da propaganda de tevê de Rillo.

“Não temo nada. Desde que ele (Valdomiro) apresente a íntegra da gravação e a sua fala. Vamos aguardar a marcha dos acontecimentos”, afirmou o ex-prefeito. “Assinei apenas a procuração. O PT estava providenciando a representação”, afirmou Antunes. O presidente do diretório do PT, Ailton Bertoni, é quem assina a ação. Como advogado, ele afirmou que o partido ingressou com a medida cautelar para que o PSB não utilize indevidamente a imagem do ex-prefeito. Antunes, porém, deverá ser um dos personagens principais do programa petista. Sua missão: tentar colar a pecha de “traidor” em Valdomiro. Para apoiadores de Rillo, eleitores de Antunes ainda não sabem os motivos pelos quais o ex-prefeito deixou de participar da eleição deste ano. “A nossa intenção é preservar a imagem do professor (Antunes). Ele (ex-prefeito) tem o direito de ter a sua imagem preservada, já que poderiam usar um vídeo indevidamente. A lei eleitoral proíbe”, afirmou o presidente do PT.

O objetivo da coordenação da campanha de Rillo é obter a liminar antes do início da campanha na televisão. Para isso, a expectativa é de que o juiz da 267ª Zona Eleitoral analise o pedido do ex-prefeito até a próxima segunda-feira. Valdomiro, quando questionado sobre a sua escolha pela legenda, afirma que o episódio “faz parte da política.” Em eventos públicos (o último foi o encontro dos sete prefeituráveis no salão Paroquial da Vila Maceno, no início desta semana), os assessores do deputado evitam a todo custo a aproximação do ex-prefeito e do candidato. Os dois romperam o relacionamento político que tinham desde a eleição de 2006, quando Antunes disputou a eleição como deputado federal pelo PSB.

Candidatos antecipam detalhes da estréia no horário eleitoral da TV

São José do Rio Preto, 15 de agosto de 2008

Arte sobre fotos
Os 7 candidatos a prefeito concluem as produções das propagandas eleitorais

Jocelito Paganelli

Os sete candidatos a prefeito de Rio Preto concluem neste final de semana as produções das propagandas eleitorais que serão apresentados na televisão e no rádio a partir da próxima quarta-feira (dia 20), em dois programas de meia hora cada. Um dia antes, na terça-feira, os prefeituráveis estréiam as inserções - pequenos comerciais de 15 segundos a um minuto - exibidos diariamente durante a programação das emissoras de tevê. O Diário ouviu candidatos, assessores e coordenadores das sete campanhas à Prefeitura e antecipa hoje o que deverá ser apresentado nos primeiros dias da propagada gratuita. Cacau Lopes (PV), o primeiro a exibir a propaganda eleitoral, não vai fazer qualquer menção sobre suas atividades profissionais e políticas. Ele vai abrir o programa com uma vinheta do PV e uma avaliação que o partido fez de Rio Preto. “Vou mostrar como o partido vê a cidade e como serão debatidos os temas no decorrer da campanha”, afirmou. Apesar de a comunicação na tevê exigir efeitos visuais, Cacau deverá abusar dos discursos.

Para Marcelo Henrique (Psol), o pouco tempo de propaganda na tevê barra a criatividade. A história de vida do candidato será contada no primeiro programa com depoimentos. “Serão poucas pessoas falando sobre minha vida. Já tenho pouco tempo de tevê. Se eu colocar pessoas para falar, não vou aparecer”, disse. Marcelo descartou o uso de efeitos especiais. “Não temos estrutura isso. Temos algumas vinhetas e jingles. É só isso”, afirmou. O candidato Jean Dornelas (PMN) promete acionar a metralhadora já no primeiro programa na tevê. O alvo deverá ser a administração do prefeito Edinho Araújo (PPS) e, conseqüentemente, o candidato Orlando Bolçone (PPS). Dornelas quer “denunciar” no programa de tevê uma suposta discriminação da zona norte. “Há um cordão de isolamento que separa a zona norte do restante da cidade. Construíram até um supermercado naquela região, para evitar que as pessoas venham para o Centro”, afirmou um coordenador da campanha do PMN. Dornelas prometeu denunciar também supostos crimes ambientais que a Prefeitura omite da população.

É com depoimento de familiares e amigos que João Paulo Rillo (PT) será apresentado como candidato a prefeito no primeiro dia de propaganda na tevê. “Não vamos surpreender ninguém no primeiro programa. A intenção é apresentar o João Paulo, a partir de depoimentos de pessoas que convivem com ele”, disse Carlos Henrique de Oliveira, coordenador da campanha petista. Rillo tem à disposição um arquivo de depoimentos que inclui, além de familiares e amigos, figurões políticos como ex-prefeito Manoel Antunes e o ministro da Educação, Fernando Haddad. A história de vida do candidato Eloy Gonçalves (PSC) será contada no primeiro programa de tevê com rápidos depoimentos de moradores de cidades por onde ele passou - Gastão Vidigal e Monte Aprazível - antes de se estabelecer em Rio Preto. O programa será exibido em forma de documentário, com cenas urbanas e rurais.

Assessores e coordenadores da campanha de Valdomiro Lopes (PSB) afirmaram que no primeiro programa de tevê os efeitos especiais serão restritos. Os mais de 11 minutos de programa privilegiarão a história de vida do deputado estadual, com uma ligeira biografia e depoimentos de amigos. Sem citar nomes desses amigos, um coordenador da campanha disse: “são pessoas e lideranças importantíssimas de base política da campanha”. “Esse primeiro programa vai valorizar a pessoa do candidato”, disse um assessor. São elas Aloysio Nunes, Vaz de Lima e Rodrigo Garcia, entre outros. Bolçone também utilizará o primeiro programa para apresentar sua candidatura ao público. Os coordenadores da campanha prepararam um currículo do candidato que privilegiará as ações desenvolvidas na cidade nos 17 anos em que Bolçone permaneceu à frente a Secretaria de Planejamento da Prefeitura. O material também será apresentado na forma de documentário, com depoimentos de pessoas que, segundo assessores de Bolçone são “expressivas” na cidade.

Valdomiro lidera tempo
O prefeiturável Valdomiro Lopes (PSB) tem o maior tempo na tevê para apresentar a propaganda eleitoral gratuita. Em cada programa de meia hora (das 13 horas às 13h30 e das 20h30 às 21 horas), o candidato possui 11 minutos e 33 segundos para expor suas propostas de governo. O candidato Orlando Bolçone (PPS) tem o segundo maior tempo de tevê, com cinco minutos e 59 segundos, em cada um dos programas de meia hora. Na seqüência está João Paulo Rillo (PT), com tempo de cinco minutos e 38 segundos. Os outros quatro candidatos não possuem tempo de tevê superior a dois minutos. Cacau Lopes (PV) tem um minuto e 56 segundos em cada um dos programas para apresentar sua propaganda eleitoral. O candidato Eloy Gonçalves (PSC) tem um minuto e 49 segundos de tempo de tevê, enquanto Jean Dornelas (PMN) e Marcelo Henrique (Psol) têm um minuto e 32 segundos cada.

Legenda
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou obrigatória a exibição da linguagem brasileira de sinais (libras) ou de legendas nas propagandas eleitorais de tevê. Com esses recursos as pessoas portadoras de deficiência auditiva poderão acompanhar a apresentação dos programas dos candidatos. A linguagem de sinais ou legendas serão inseridas nas propagandas pelas produtoras de vídeo contratadas pelos candidatos.

Inserção será ‘aperitivo’
Na terça-feira (dia 19), um dia antes do início da propaganda eleitoral dos prefeituráveis, os sete candidatos começarão a aparecer na tevê em pequenas inserções, que variam de 15 segundos a um minuto, no decorrer da programação das emissoras. O tempo diário de inserções corresponde ao tempo que cada candidato tem dentro de um programa de meia hora. Valdomiro Lopes (PSB), por exemplo, tem 11 minutos e 33 segundos para usar com inserções diárias. Essas inserções exibidas na terça-feira serão usadas para “oficializar” candidaturas. “Nas primeiras apresentações, vamos mostrar ao público que o deputado estadual Valdomiro Lopes é candidato a prefeito de Rio Preto”, afirmou um coordenador da campanha do PSB. Outros candidatos, como Marcelo Henrique (Psol), utilizarão as inserções para convidar as pessoas a assistir, no dia seguinte (quarta-feira), os programas eleitorais com maior tempo de duração. “As inserções servirão de convite para o dia seguinte, quando começarão ser apresentadas as propostas de governo dos candidatos a prefeito”, disse.

‘Figurões’ são estratégia
As participações de figurões políticos nos programas de tevê dos candidatos a prefeito de Rio Preto são armas mantidas sob sigilo. A coordenação da campanha de João Paulo Rillo (PT) confirmou que o ex-prefeito Manoel Antunes já gravou para o programa petista, mas não revelou se as imagens serão usadas já no primeiro dia da propaganda gratuita. O petista tem ainda a possibilidade de apresentar, já no primeiro dia de programa na tevê, depoimento de apoio à sua candidatura gravado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad.

O mesmo suspense é mantido pela coordenação da campanha de Orlando Bolçone (PPS). Um dos assessores do candidato disse que a participação do prefeito Edinho Araújo (PPS) no programa de quarta-feira será definida na véspera. “É segredo de Estado”, disse. As possíveis aparições dos deputados estaduais Vaz de Lima (PSDB) e Rodrigo Garcia (DEM) e do secretário da Casa Civil do Estado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), na estréia de Valdomiro Lopes (PSB) no programa de tevê também não foram confirmadas pela coordenação de campanha do candidato, mas devem ocorrer. Coordenadores das três campanhas confirmaram que figurões já gravaram depoimentos de apoio aos candidatos. No entanto, ninguém quis revelar se os vídeos seriam exibidos na quarta-feira.

12.8.08

Prefeituráveis de Rio Preto fazem debate público na Vila Maceno

São José do Rio Preto, 12 de agosto de 2008

Thomaz Vita Neto
Os 7 candidatos a prefeito de Rio Preto participaram do primeiro debate público

Rodrigo Lima

O primeiro encontro público dos sete candidatos a prefeito foi marcado por ataques velados ao candidato a prefeito do PSB, deputado estadual Valdomiro Lopes. Nada, porém, que ofuscasse a discussão proposta pela Paróquia da Vila Maceno e entidades de assistências sociais sobre a situação social do município e as propostas para o setor de cada candidato. O bispo dom Paulo Mendes Peixoto passou pelo local antes do início do encontro entre os prefeituráveis. Entre uma resposta e outra sobre o tema previamente determinado, nas entrelinhas, os candidatos pediram às pessoas que estavam na platéia que prestassem atenção no “histórico de lealdade” de cada um dos candidatos. O candidato do PV, Cacau Lopes, foi o mais explícito ao dizer que apesar de alguns candidatos terem sido definidos em Brasília ou São Paulo, quem decidirá será a população de Rio Preto em outubro.

O candidato Orlando Bolçone (PPS) foi outro que insistiu para que o eleitorado pesquisasse o histórico dos candidatos. Como candidato defendido pela atual administração, coube a ele revidar ataques contra a política social implementada pelo prefeito Edinho Araújo (PPS) nos últimos oito anos de mandato. “Respondi com números do atual governo. Tenho orgulho de ter participado da administração do prefeito Edinho Araújo”, afirmou Bolçone sobre os ataques feitos pelos adversários. Valdomiro considerou normal as alfinetadas dos concorrentes. “Isso faz parte do processo democrático. O fundamental foram as idéias que aqui foram debatidas. A posição de cada um, o futuro da cidade. Houve um bom entendimento e todos nós aprendemos aqui”, disse Valdomiro. Durante o encontro, o candidato do PSB cobrou a realização de uma campanha limpa, de respeito aos eleitores. O candidato do Psol, Marcelo Henrique, no entanto, pediu para as pessoas da platéia fazerem uma reflexão do trabalho realizado pelos deputados estaduais e federais que representam a cidade e a região.

“Há também uma desigualdade em termos de condição para apresentarmos as propostas”, afirmou Henrique. O candidato do PMN, Jean Dornelas, adotou um discurso ácido contra a atual administração. Durante o debate, os candidatos foram questionados se investiriam 5% do orçamento público com as entidades assistenciais do município. Durante a sua resposta, Dornelas questionou a má-aplicação de R$ 6 milhões pelo Executivo na construção do prédio da Casa do Cidadão, que foi cedido ao Estado para a implantação do Poupatempo. “Tem procurador do município ganhando salário de ministro. A Casa do Cidadão, foi um erro administrativo. É dinheiro que poderia ter sido destinado às entidades assistenciais”, afirmou Dornelas. O candidato do PT, João Paulo Rillo, também atacou o governo de Edinho ao afirmar que ocorreu um suposto desvio de R$ 3 milhões no serviço de tapa-buraco. A acusação do petista foi feita com base em estudo promovido sobre o assunto na Câmara.

O mediador indicado pela Paróquia da Vila Maceno chegou a pedir para que os candidatos respondessem sobre o tema da pergunta formulada por representantes das entidades assistenciais. Mas até em respostas sobre o tema específico os candidatos não perderam oportunidade de cutucar os adversários ou a atual administração. Uma das perguntas feitas aos candidatos foi sobre o perfil técnico do futuro secretário de Assistência Social. “Hoje, na secretaria de Serviços Gerais, temos um pedagogo. Nada contra os pedagogos, mas isso foi um erro administrativo”, afirmou o candidato do Psol. O candidato do PSC, Eloy Gonçalves Júnior, chegou a alertar os eleitores na platéia sobre a facilidade dos adversários fazerem promessas. “Fico abismado como é fácil prometer”, disse. O padre Antônio Valdecir Dezidério, da Paróquia da Vila Maceno, gostou do resultado final do encontro entre os prefeituráveis. Ele disse que a realização do debate demonstrou a união das entidades assistenciais do município. O objetivo é proporcionar uma assistência social no município com qualidade e democrática. “A possibilidade de ouvirmos os candidatos, as suas propostas foi muito salutar. Foi uma boa oportunidade de ouvir as propostas para o setor para que possamos definir o voto”, disse o padre.




PERGUNTE ELEITOR:
Ademar Moreira Pinho, segurança, morador do bairro Solo Sagrado


As ruas da cidade estão esburacadas, principalmente na zona norte. Como o senhor pretende resolver esse problema?

>> Orlando Bolçone (PPS)
Rio Preto tem , atualmente , 1,2 mil quilômetros entre ruas e avenidas no perímetro urbano sob a responsabilidade da Prefeitura em dar manutenção. O governo do prefeito Edinho Araújo, até o ano passado, investiu mais de R$ 16 milhões em pavimentação em ruas e avenidas, correspondendo a 750 quarteirões, e mais de R$ 13 milhões em recapeamento, além de R$ 14,9 milhões em tapa-buracos. A verdade é que no período de chuvas, as avenidas e ruas com maior tráfego de veículos, em razão do desgaste natural por causa da idade do pavimento, provoca o surgimento de buracos. Vamos avançar ainda mais na manutenção da cidade. Pretendo reservar, como ocorrerá este ano, recursos de R$ 10 milhões para serem investidos em asfalto novo, recapeamento e na manutenção de equipes de tapa-buracos. Dessa forma, vamos incrementar a pavimentação de vias públicas através da criação dos programas “Bairro a Bairro”, Recapeamento Asfáltico e Recuperação de Pavimentos nos próximos quatro anos.
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>> Valdomiro Lopes (PSB)
As ruas estão realmente esburacadas. Tenho percorrido a cidade e ouvido muitas reclamações. Em alguns locais, a pavimentação precisa ser totalmente refeita. Esse é umproblema que temos de atacar com firmeza, desde o início do nosso governo. Vamos avaliar custos, exigir qualidade dos materiais usados e dos serviços realizados a fim de manter os serviços em dia durante os quatro anos do nosso mandato. É como a casa da gente: se aparece uma goteira e não cuidamos, com certeza o problema vai se agravar. Se o piso solta, as paredes racham e não tomamos providência, certamente um dia a casa vai cair. Então é isso, controle e eficiência na realização dos trabalhos. E isso nós vamos exigir.
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>> Cacau Lopes (PV)
Assim que assumir a Prefeitura, vamos implantar ação emergencial de tapa buracos para colocar a cidade em condições. Descentralizar as operações de manutenção das ruas e avenidas em quatro administrações regionais para agilizar este serviço. Fazer e executar um mapeamento de ruas e avenidas que necessitam de recapeamento, ou substituição total do asfalto, priorizando os bairros em piores condições e os locais de grande fluxo de veículos. Fiscalizar para que os novos bairros a pavimentação seja executada dentro dos parâmetros de qualidade exigidos. Fazer obras de melhoria de drenagem, prevenindo o surgimento de buracos. Agilizar o recebimento de reclamações por parte dos munícipes, bem como a solução do problema.
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>> Eloy Gonçalves (PSC)
Nossa proposta é formar, imediatamente , até quatro equipes próprias e permanentes, cada uma formada com técnico no assunto. Vamos adotar a terceirização somente para pavimentação nova. Afinal, há Secretaria de Serviços Gerais justamente para esse tipo de tarefa. Com isso, teremos serviço bem-feito e duradouro em curto espaço de tempo, sem causar transtornos ao trânsito e com rigoroso acompanhamento da execução. O trabalho deve resultar em malha viária sempre em boas condições, sem causar danos a veículos e nem oferecer risco a motoristas. Está comprovado que o modelo em vigor não dá o resultado esperado, pois dias depois os buracos estão de volta. É o que se vê em todo o perímetro urbano. Isso significa desperdício de dinheiro público. Vamos montar, em conjunto com a usina de reciclagem de entulho, estrutura adequada para produzir massa asfáltica e preparar pedras (brita). A Prefeitura tem condições de baixar o custo desse melhoramento e solucionar um problema que se tornou crônico.
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>> Jean Dornelas (PMN)
O atual governo esqueceu da zona norte, em todos os sentidos. Como sou nascido na zona norte, senti na pele todos estes problemas. Para solucionar os problemas dos buracos de nossa cidade, temos que usar asfalto de qualidade, pois está provado que o tapa buraco ou simplesmente pintar as ruas da cor do asfalto (como está sendo feito) não resolve. Os moradores dos bairros mais humildes são castigados com o esquecimento ou com esta prestação de serviços irresponsável, pois muitas de nossas crianças dependem destes serviços. A Secretaria de Obras terá a função prioritária de deixar as nossas ruas em condições de trafego, afinal temos que pensar em ambulâncias, viaturas policiais, táxis e principalmente em nossa zona norte. Como vêem a nossa saúde, educação, trânsito, dependem também de vias seguras. O nosso governo tem como prioridade o social, que, sem dúvidas, passa pelo asfalto de qualidade. Uma criança doente no Parque da Cidadania, dentro de uma ambulância, hoje é um caos.
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>> João Paulo Rillo (PT)
Na Câmara, presidi uma comissão de estudos que realizou levantamento detalhado do serviço de manutenção do asfalto na cidade. Pelos dados obtidos, ficou claro que a atual administração optou por realizar um serviço caro e de pouca durabilidade, que é o tapa-buracos. O recape, que é um serviço mais duradouro e muito mais barato, praticamente não foi utilizado. Oresultado são ruas intransitáveis, que colocam em risco a segurança de todos nós - pedestres e motoristas. O serviço de tapaburacos, além de caro, em alguns casos foi de péssima qualidade, incapaz de resistir à primeira chuva. Outro problema identificado pelos vereadores que fizeram parte da comissão foi a fiscalização ineficiente. Sem pessoal suficiente ou instruído adequadamente, a verificação do serviço foi frouxa, dando margem a desvios e prejuízos para o município. A solução é optar pelo serviço mais duradouro e aperfeiçoar a fiscalização para garantir que as empresas contratadas realizem o serviço para o qual estão sendo pagas.
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>> Marcelo Henrique (Psol)
As ruas de Rio Preto estão um caos, seja porque existem inúmeros buracos, seja porque há tapaburacos em vias que deviam ser recapeadas. O bairro Solo Sagrado é um exemplo de que a operação tapa-buracos só tem piorado a situação das vias públicas e pouco resolvido o problema. A operação é um ralo de desperdício de dinheiro público e os acidentes continuam ocorrendo, sem contar os danos aos veículos. A solução para este problema é a implantação do programa “Prefeitura Eletrônica Social”. Desta forma, tornaremos transparente o uso do dinheiro público com divulgação dos dados na internet e terminais eletrônicos espalhados pela cidade. Com a “Prefeitura Eletrônica Social”, o cidadão poderá informar à Prefeitura a situação de sua rua para que possamos planejar a medida que deverá ser tomada. Além disso, o cidadão acompanha o pedido via terminal eletrônico e saberá com exatidão a data em que o reparo será feito. Dessa forma, poderemos recapear todas as vias públicas que estão intransitáveis e tomadas por buracos.

Candidatos elegem pontos positivos e negativos de rio preto

São José do Rio Preto, 12 de agosto de 2008

Guilherme Baffi
Prefeituráveis registram pontos positivos e negativos de Rio Preto

Guilherme Baffi

O Diário da Região lança hoje a série “Como vejo minha cidade”, que traz os cinco pontos positivos e os cinco pontos negativos sob a ótica dos sete prefeituráveis. O projeto, que faz parte da cobertura especial das Eleições 2008, tem a proposta de apresentar ao eleitor a visão que os candidatos têm de Rio Preto. “Acreditamos que o eleitor terá mais subsídios para conhecer aqueles que estão na disputa pela Prefeitura. Ao conhecer os pontos positivos e negativos, sob o ponto de vista dos candidatos, o eleitor vai saber como eles pensam e poderão até comparar esses pontos com aqueles que consideram ser prioritários - seja pela necessidade de obter melhorias, seja para ser referência da cidade”, diz Fabrício Carareto, editor-executivo do Diário. O candidato a prefeito pelo PT, João Paulo Rillo estréia a série, que será veiculada todas as terças-feiras e sábados. O petista foi escolhido o primeiro candidato a participar do projeto em sorteio realizado no Diário, em 15 de julho, com a presença dos assessores dos sete prefeituráveis.

Segundo o editor-chefe do Diário, Milton Rodrigues, a iniciativa tem o objetivo de garantir a igualdade entre todos os que disputam a Prefeitura de Rio Preto. Pela ordem de sorteio, após a apresentação dos pontos escolhidos por Rillo será a vez de Jean Dornelas (PMN), Orlando Bolçone (PPS), Cacau Lopes (PV), Valdomiro Lopes (PSB), Eloy Gonçalves (PSC) e Marcelo Henrique (Psol). “Outro cuidado que tivemos foi entrevistar todos os candidatos antes do início da publicação, para evitar qualquer tipo de privilégios ou cópias”, afirma Rodrigues. Durante uma semana, a convite do Diário, os sete candidatos levaram a equipe de reportagem até os locais previamente escolhidos por eles. Lá tiveram a oportunidade de fazer uma análise da real situação, apresentar propostas de melhorias e orientar o repórter-fotográfico sobre o ângulo que gostariam que os dez pontos escolhidos fossem retratados.

O que é bom e o que é ruim em Rio Preto
O candidato a prefeito de Rio Preto João Paulo Rillo (PT) estréia hoje a seção “Como vejo a minha cidade”, que pretende trazer ao eleitor quais são os pontos positivos e negativos de Rio Preto sob a ótica dos prefeituráveis. Entre os pontos negativos escolhidos por Rillo está a linha férrea da região central da cidade. O petista prometeu retirar os trilhos de dentro da cidade nos próximos quatro anos, se for eleito, e ainda culpou os trilhos pelos estrangulamentos no trânsito - principalmente - na zona norte da cidade. Disse que o desvio dos trilhos vai resolver esse problema. O candidato afirmou contar com a ajuda do governo federal para conseguir a façanha, que é uma discussão antiga no município e promessa de todos os ex-prefeitos, incluindo o atual, Edinho Araújo (PPS). A estimativa é que sejam necessários R$ 100 milhões para o desvio da malha ferroviária. “Depois de muito tempo o Brasil voltou a investir em infra-estrutura com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Temos conversas absolutamente encaminhadas. Em breve mostraremos o nosso programa, nós vamos incluir Rio Preto no PAC. Vamos fazer o desvio da linha férrea com dinheiro federal. É um compromisso necessário para o futuro da cidade. Tenho certeza que faremos (a obra) em um mandato”, afirmou. Rillo, que estava com uma folha previamente definida com os locais que visitaria, não se esqueceu das suas raízes culturais. Como diz ser ator, ele escolheu ao menos dois pontos para representar essa sua vocação artística. Por exemplo, ele propõe a criação de pólo cultural na Swift. Na balança dos pontos escolhidos pelo candidato sobra críticas à falta de vagas nas creches, mas também reconhecimento como aspecto positivo a instalação de empresas nos minidistritos na cidade. “São locais que fomentam a economia da cidade com a geração de emprego e renda”, disse. Veja na página as fotos do que Rillo considera positivo (em verde) e o que acha ser negativo (em vermelho).





11.8.08

Candidatos a vereador respondem por crime eleitoral, sonegação, estelionato e corrupção

São José do Rio Preto, 10 de agosto de 2008

Arquivo
Dos candidatos a uma vaga, 16 têm condenação ou processo

Allan de Abreu

Dezesseis candidatos a vereador em Rio Preto foram condenados ou respondem a processos criminais na Justiça. Os delitos vão de estelionato à corrupção, passando por compra de votos, apropriação indébita e sonegação de impostos. As “fichas corridas” constam em certidões anexas aos registros das candidaturas no cartório eleitoral. Apesar das ações, todos foram considerados aptos a disputar as eleições. Isso porque a atual lei que trata do assunto (64/1990) considera inelegível apenas os candidatos com ações transitadas em julgado, quando não cabem mais recursos. Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve as regras em vigência ao rejeitar projeto da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) para impedir que candidatos com condenação judicial concorressem a cargos eletivos.


Rubens Cardia
Mesmo condenado por compra de votos e denunciado por corrupção, Faustino conseguiu ser candidato


O ex-vereador Claudiney Faustino (PHS) é o que esteve mais próximo de ser barrado pela Justiça. Condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por compra de votos em 2000, Faustino só obteve o direito a disputar novo pleito porque a ação prescreveu depois que o Ministério Público deixou de apresentar recurso à sentença do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). “O prazo para a prescrição começou a ser contado daí. Quando o TSE proferiu a decisão (em junho de 2007), não cabia mais punição. Foi uma falha do Ministério Público”, admite o promotor eleitoral Ary Hernandez. Além da condenação por crime eleitoral, o ex-parlamentar foi denunciado pelo Ministério Público por corrupção passiva. Em 2004, Faustino teria pedido propina de R$ 250 mil ao empresário Luiz Neves para barrar uma CPI que investigaria anistia tributária concedida pela Prefeitura ao hospital Beneficência Portuguesa. O então vereador foi expulso do PSDB.
Carlos Chimba
Marco Matheus é da opinião que pessoas condenadas não poderiam ser candidatas a cargos eletivos


Caso estivesse em vigor, o projeto de lei popular proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para barrar candidatos com a “ficha suja” tornaria inelegível Faustino e outros três candidatos com “ficha suja”, de acordo com a iniciativa: Fábio Renato Amaro da Silva (PDT), Hércules Gorla (PHS) e José Félix Sobrinho (PTB). Os três foram condenados por estelionato e apropriação indébita. Fábio Renato e Sobrinho foram penalizados judicialmente por estelionato depois de emitirem cheques sem fundo. Gorla também já cumpriu sentença por apropriação indébita, nos anos 80. “Um cliente meu de Palestina pagou e não recebeu uma cozinha modulada”, diz o candidato. “Se houver alguma condenação, mesmo que se tenha cumprido a sentença, o indivíduo deve perder o direito de disputar cargos eletivos”, afirma o coordenador da Pastoral Fé e Política de Rio Preto, Marcos Antônio Ferreira Matheus. O promotor Hernandez tem opinião parecida. “Se o indivíduo tiver alguma condenação criminal, deveria ficar inelegível a vida toda, a não ser que consiga provar na Justiça sua reabilitação”, argumenta.

Não julgados
Há processos ainda sem julgamento em primeira instância por estelionato e apropriação indébita contra outros dois candidatos. Ex-vereador, Caio Urbinati (PTB) é réu em ação por apropriação ilegal de dinheiro. Donos de chácaras em Fronteira (MG) acusam o empresário de desviar R$ 1,8 mil da associação de moradores local quando ele era síndico da entidade, em 2002. Já Aquilino de Carly Júnior (PMDB) teria usado indevidamente um cartão de crédito em 2001 na França, onde morava na época. O processo por estelionato tramita em São Paulo. O candidato pelo PMDB também foi condenado por porte ilegal de arma de fogo (um revólver calibre 38), e aguarda julgamento de recurso no Tribunal de Justiça (TJ). Nem o atual presidente da Câmara rio-pretense escapa de ações judiciais. Em 1990, a Justiça condenou Adney Secches (PSDB) por portar arma sem licença. Como na época a infração era uma contravenção penal, e não um crime, Secches pagou apenas uma multa.

ONG defende transparência
A Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo) defende a divulgação dos processos que os candidatos a cargo eletivo respondem ou responderam na Justiça. “O eleitor tem de prestar muita atenção na vida pregressa dos candidatos antes de decidir o seu voto”, diz a diretora de combate à corrupção da ONG, Lizete Verillo. A entidade ganhou projeção nacional no início da década, quando conseguiu a cassação do prefeito de Ribeirão Bonito (SP) por corrupção.
A diretora critica a candidatura de quem responde a processos criminais ou já foi condenado por crimes cometidos. “É muita cara-de-pau dessas pessoas”, ataca. Assim como o Diário, a Amarribo apóia o projeto de iniciativa popular da CNBB que barra a candidatura de políticos com “ficha suja.”

Concorrentes minimizam processos
Os candidatos condenados ou que respondem a processos na Justiça minimizam suas “fichas corridas”. Airton Jorge Sarchis, advogado do ex-vereador Claudiney Faustino, negou a compra de votos nas eleições de 2000, durante uma festa de peão em Rio Preto. “O Claudiney não teve envolvimento nenhum na distribuição de convites”, disse Sarchis. O advogado também disse que a acusação do Ministério Público de que o ex-vereador teria solicitado propina ao empresário Luiz Neves em 2004 não procede. “A fita foi montada”, afirmou Sarchis, em referência ao vídeo gravado por Neves com o suposto pedido de propina. Fábio Renato Amaro da Silva disse ter sido processado “por um motivo bobo”. “Emiti um cheque de R$ 200 sem fundo que foi devolvido. Quando fui pagar (a vítima), o inquérito já estava aberto”, disse.

O servidor público Hércules Gorla, condenado por apropriação indébita, admitiu que a mercadoria adquirida por um cliente da loja de cozinha modulada em que ele trabalhava não foi entregue. “Mas não foi culpa minha. O material tinha de ter vindo de São Paulo, e não chegou.” O candidato José Félix Sobrinho argumenta que em 1985 deu um cheque para o patrão dele na época fazer um pagamento. “O problema foi que ele não depositou o dinheiro na minha conta para cobrir o cheque. Aí ficou sem fundo”, diz Sobrinho. Caio Urbinati diz haver uma perícia contábil na associação que administra o condomínio Parque Lago e Sol comprovando a regularidade nas contas da entidade. “Não houve desvio algum”, disse o empresário, que ingressou no Fórum de Frutal (MG) com duas queixas-crime contra os moradores que o acionaram judicialmente. “Também vou processá-los por danos morais.”

Aquilino de Carli Júnior afirmou ter sido processado pela empresa de cartão de crédito porque, na sua versão, estourou o cartão na França e, quando retornou ao Brasil, em 2001, recusou-se a pagar os “juros abusivos” cobrados. Aquilino diz ter ingressado na Justiça com ação por danos morais contra a empresa. Sobre o porte ilegal de arma, ele alega que namorava uma mulher em Rio Preto que vinha recebendo ameaças. Secches, condenado pela mesma infração, diz que foi pego pela Polícia Militar quando levava um revólver da casa dele para a residência do pai. “Eu ia viajar, por isso fui deixar a arma com o meu pai. Dei azar de ser pego no caminho.”

Quatro têm ação tributária
Quatro candidatos a vereador em Rio Preto respondem a processos na Justiça Federal por pendências tributárias: Herbert Rocha Mazzon (PSDB), Fábio Renato Amaro da Silva (PDT), Elias Cordeiro (PHS) e Jair Zanin (PMN). Mazzon foi processado pelo Ministério Público Federal por crime contra a ordem tributária devido a irregularidades na movimentação bancária de uma antiga empresa dele nos anos de 2002 e 2003. Elias Cordeiro, candidato pelo PHS, também é réu em ação na Justiça Federal em Rio Preto por apropriação indébita previdenciária. Elias, pastor evangélico, teria deixado de recolher a contribuição previdenciária dos funcionários da ONG Ser Humano, pelo qual é responsável. Zanin responde a ação parecida. Ele e mais dois sócios em uma empresa teriam deixado de recolher contribuições ao INSS em 1998. O desfalque foi de R$ 137,9 mil, em valores atualizados. Fábio Renato deve R$ 45 mil ao Imposto de Renda. Nenhum dos processos foi julgado em primeira instância. Em caso de condenação, cabe recurso ao Tribunal Regional Federal (TRF).

Outro lado
Mazzon disse ter solicitado um levantamento contábil na empresa para provar a movimentação bancária. “Eu solicitei a suspensão do processo. Não houve sonegação alguma. Tudo foi declarado e pago.”
Já o pastor Cordeiro admite que não recolheu a contribuição ao INSS dos funcionários da ONG que ele administra. “Depois que a Prefeitura rompeu o convênio com a Ser Humano, começamos a ter dificuldades financeiras. Foi uma bomba que estourou na minha mão.” Apesar do fim do convênio, Cordeiro concorre por um partido aliado ao PPS, sigla do prefeito Edinho Araújo.

Zanin argumenta que a falta de pagamento ao INSS foi de uma “empresa parceira” na construção de um imóvel. “Só soubemos da ação quando vieram penhorar bens da minha firma”, diz. Em 2006, Zanin e os sócios dele fizeram um acordo com a Previdência Social para parcelar o débito, e o processo está suspenso. “Pagamos 21 de 60 parcelas.”
Fábio Renato diz ter caído na malha fina da Receita Federal. Ele questiona o valor cobrado pelo Fisco. “É um montante fora de propósito, muito elevado. Nem se vendesse tudo o que tenho conseguiria pagar”, afirma.

Petista agrediu prefeito
Entre os postulantes a uma cadeira na Câmara de Vereadores há candidatos de “pavio curto”. Um dos casos mais conhecidos é o do ex-vereador Marco Rillo (PT). Em 1998, o petista agrediu fisicamente o então prefeito Liberato Caboclo. “Ele vinha criticando o PT nas rádios da cidade, e demitiu meu irmão. Era perseguição contra mim. Fui até o gabinete dele tirar satisfação, e um assessor me deu um empurrão. Aí revidei, e começou a confusão”, diz Rillo. Jovelino Rodrigues (PMDB) ainda responde a processo na Justiça Federal por lesão corporal a funcionários de clínica no bairro Santa Cruz. “Ele solicitou auxílio-doença e negaram. O Jovelino apenas discutiu com o funcionário. Não houve agressão, só empurra-empurra”, alega o advogado de Jovelino, Valmes Acácio. Em 2006, o candidato fez um acordo com a Justiça, e o processo está suspenso até o cumprimento das condições impostas ao réu pelo juiz (veja quadro nesta página).

Outro que é réu em ação por lesão corporal é o médico Sérgio Ricardo Medeiros Degásperi (PSB). “Foi uma discussão na minha clínica. Não houve agressão. Sou inocente. Tanto que fui absolvido em primeira instância.” O processo aguarda sentença no Colégio Recursal de Rio Preto. O diretor do Procon de Rio Preto, Paulo Dodi (PPS), foi condenado em junho de 2006 ao pagamento de três cestas básicas por desacatar um policial militar. “Meu carro foi guinchado no Centro por estacionamento em local proibido. Eu discuti com o PM, mas não houve desacato. Mesmo assim, preferi fazer um acordo com a Justiça e pagar três cestas básicas.” O candidato Ailton Sérgio da Silva (PR) também pagou R$ 130 em cestas básicas por perturbação da tranqüilidade. “Foi uma discussão com minha ex-mulher”, disse.

Falso testemunho
Funcionária do Sindicato dos Motoristas de Rio Preto, Rosângela de Souza (PSL) é ré em processo por falso testemunho que tramita na Justiça Federal. “Não compareci a audiências trabalhistas como testemunha de um colega, por isso fui processada. Não menti em nenhum momento.” Em acordo firmado em 2007, a candidata se comprometeu a comparecer todo mês à Polícia Federal até 2009. Até o cumprimento do acordo, o processo está suspenso.

‘Boi’, ‘Meio Kilo’ e ‘Caruncho’: eles querem o seu voto

São José do Rio Preto, 10 de agosto de 2008

Editoria de Arte
Concorrentes apostam em alcunha para serem lembrados nas urnas

Allan de Abreu

Eleição é coisa séria. Mas também é a “festa da democracia”, como prega o jargão popular, e por isso se presta a todo tipo de concorrente, com direito a apelidos bizarros, engraçados e pouco polidos. Ao digitar o número dos candidatos na urna eletrônica, muitos eleitores da região vão se deparar na tela com nomes como Boi, Caruncho, Geada, Cumpadi Tadeu, Nhô Moço e até Zezinho Merda. Esse último é o apelido oficial de José Joaquim Pereira Júnior (DEM), 56 anos, candidato a vereador em Jaci. Mineiro, José ganhou o apelido pouco lisonjeiro logo que se mudou para a cidade. “Tinha um amigo que só falava para mim ‘ô, seu merda’. Aí pegou”, diz. No começo Zezinho xingava de volta, soltava palavrões. Hoje nem liga. “É a minha marca registrada”, brinca. Nas eleições de outubro, Indiaporã terá uma disputa entre apelidos que estão na boca de qualquer açougueiro. De um lado, Fernando César Humer (PSB), o Boi, e de outro, José Carlos Santana (PTB), o Meio Kilo. Boi herdou a alcunha do pai. E se engana quem pensa que o homem é forte ou gordo. “É por causa do tamanho dos cocos (testículos) dele”, diz, sem rodeios.

Já a origem de Meio Kilo não surpreende. Santana era muito magro quando criança. “Meus irmãos foram ao circo e tinha um boneco magrelo com esse apelido. Começaram a me chamar de meio quilo e pegou.” Quem vai tentar garantir o comando da Prefeitura de Populina é Caruncho. É assim que todos conhecem o candidato Luiz Carlos Jardim de Oliveira (PR). Todos os dias um carro de som percorre as ruas da pequena cidade de 4.201 habitantes com o jingle de Oliveira: “E se eu voto Caruncho para prefeito / Ele é competente e vai ser eleito”. “Quando era bebê, meu avô disse que eu era muito gordinho, parecia um caruncho. Desde que me entendo por gente tenho esse apelido”, afirma o candidato. Caruncho é o inseto que perfura, principalmente, a madeira. Quem também ganhou um nome alternativo antes de ter idade para poder se defender foi o candidato a prefeito de Três Fronteiras, Roberto Sorato (PT). “Com cinco anos já tinha o cabelo todo branco. O povo falava que parecia geada. Aí ficou”, afirma.

Alcunha ‘profissional’
Há apelidos ligados à profissão do candidato, como Vagner Luiz Pimpão Bersa (PPS), o Palhacinho Pimpão, concorrente a uma vaga na Câmara de Catanduva. Ou ainda alcunhas que se popularizaram no rádio, como Tadeu dos Santos Lisboa (PTB), o Cumpadi Tadeu, e Flauzino Marques de Oliveira, o Nhô Moço (PRB). Cumpadi Tadeu, candidato a vereador em Rio Preto, tem um programa diário na Independência FM. A temática, obviamente, é sertaneja. “É assim que sou conhecido. Meu programa é alegre, com muitos personagens como o Pingaiada, o Lindovildo e os meus cachorros Guspe e Gina”, diz.

Nhô Moço, postulante a uma cadeira na Câmara de Monte Aprazível, deixou de ser jovem há algum tempo. Com 71 anos, Flauzino herdou o apelido em 1957, quando começou a fazer dupla sertaneja na região com Nhô Velho. “O primeiro Nhô Moço foi assassinado naquele ano, aí me convidaram para compor a dupla caipira.” Com a alcunha, o radialista fez carreira política nos anos 60 e 70, quando foi vereador em Santa Fé do Sul e Monte Aprazível. Outro candidato rio-pretense que se vale do nome artístico como cantor sertanejo é Evandro Cirino Leite (PT), o Diamante. O petista é segunda voz na dupla com Cristal. Com a campanha, teve de dar um tempo nos shows. Mas os jingles correm solto em carros de som na periferia de Rio Preto.

Estratégia facilita assimilação
O uso de apelidos em campanhas políticas é uma conhecida estratégia de comunicação dos candidatos para facilitar a assimilação pelo eleitor. “Em comunidades pequenas, o concorrente costuma ser mais conhecido pela alcunha do que pelo nome. E só se vota em quem se conhece”, diz Carlos Manhanelli, presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos (Abcop) e professor de comunicação da Universidade de Salamanca, na Espanha. Além dos apelidos de infância, muitos candidatos aproveitam o segmento social em que estão inseridos. É o caso de Alexandre Fisioterapeuta HB (Alexandre Trancoso - DEM), Pastor Altair (Altair Pereira da Silva - PP), Claudinha Mansur da ONG (Cláudia Mansur Fonseca - PDT), Gi da Farmácia (Eginaldo Jurandir de Souza - PHS), Paulo Dodi do Procon (Paulo Roberto Dodi - PPS), Paulo César Região Norte (Paulo César Ferreira Heithing Filho - PMDB) e Paulão da Dise (Paulo César de Carvalho - PRB), entre muitos outros.

História
No Brasil, um dos primeiros políticos a popularizar o apelido foi Getúlio Vargas, o Velho. Na campanha de 1950, em que Getúlio tentava retornar à Presidência, o jingle explorava a alcunha: “Bota o retrato do velho outra vez / Bota no mesmo lugar”. Mas, de todos os presidentes, o que mais se valeu do apelido para ganhar popularidade foi o atual, Lula. Tanto que inseriu a alcunha no nome de batismo. O uso de alcunhas em campanhas políticas não é exclusividade do Brasil. “Já vi na Alemanha candidatos que se autodenominam Zé da Salsicha e Zé do Eisbein (joelho de porco, prato típico alemão)”, diz o especialista.


8.8.08

MP pede inquérito para investigar Dornelas

São José do Rio Preto, 8 de agosto de 2008

Guilherme Baffi
Registro de candidatura de Jean Dornelas pode ser indeferido

Rodrigo Lima

O promotor da 125ª Zona Eleitoral de Rio Preto, Ary Cesar Hernandez, pediu ontem a abertura de inquérito policial para investigar a autoria de quatro assinaturas em documentos apresentados à Justiça Eleitoral como sendo do prefeiturável Jean Dornelas (PMN). Os documentos supostamente fraudulentos foram anexados ao pedido de registro da candidatura de Dornelas. “Há divergências nas assinaturas de quatro documentos apresentados ao cartório. Isso precisa ser apurado”, afirmou. De acordo com Hernandez, o pedido será analisado pelo juiz da 125ª Zona Eleitoral, Antônio Roberto Andolfato de Sousa. Ele irá decidir se indefere ou não o pedido de registro da candidatura de Dornelas, caso seja constatada a suposta fraude. A situação do candidato, porém, não deixa de ser delicada. O pedido de investigação do Ministério Público é baseado nos artigos 348 e 349 do Código Eleitoral.

Os textos dos referidos artigos especificam que é crime eleitoral “falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público verdadeiro, para fins eleitorais.” A pena prevista no artigo 348 é de reclusão de dois a seis anos e pagamento de multa. Já o artigo 349 prevê reclusão de até cinco anos e multa. Em seu parecer, o promotor afirmou que “não há procuração nos autos que autorize qualquer pessoa a assinar pelo candidato.” Os quatro documentos com possíveis irregularidades são relativos a apresentação de declaração de bens do candidato à Justiça Eleitoral. Hernandez sugeriu ao juiz da 125ª Zona Eleitoral que promova a supressão dos documentos com as assinaturas divergentes do pedido de registro da candidatura. “Isto não significa dizer que o fato não deva ser melhor investigado, mas que as supostas falsas assinaturas não foram lançadas em documentos vitais do processo de registro de candidatura”, afirmou o representante do Ministério Público, que, em seguida, indica a Sousa a abertura de inquérito policial.

A denúncia sobre os documentos irregulares foi apresentada ao cartório por Fábio Rodrigues Trindade, na semana passada. Ontem, Trindade procurou o promotor para comentar o assunto. Ele apresentou à Justiça cópia de um cheque de Dornelas, no valor de R$ 5 mil, com a mesma assinatura contida nos documentos anexados no pedido de registro de candidatura. O advogado de Dornelas, Fábio Marcondes, afirmou ontem que não há irregularidades. Ele disse que os documentos foram assinados pela mulher do candidato, Ana Carla, que deixou de juntar procuração que lhe daria aval para representar o seu marido. “Não há nada de errado e a candidatura não está ameaçada”, opinou.Se Dornelas for impugnado, o candidato deverá ser Liberato Caboclo.

MP pede retirada de adesivo
O Ministério Público Eleitoral quer a retirada do adesivo do candidato José Humberto Furlan, o Zé Furlan (PPS), de circulação. O promotor da 267ª Zona Eleitoral de Rio Preto, Fábio Miskulin, pede ao juiz eleitoral Jorge Abdala Buassi o recolhimento do material no prazo de 48 horas sob pena do candidato e do PPS local responderem criminalmente ao ato irregular. O material foi elaborado com os mesmos padrões gráficos e as cores da empresa de auto peças do empresário José Luiz Furlan. O comerciante ingressou com representação criminal eleitoral contra o candidato do PPS. Para Miskulin, o adesivo se confunde com a logomarca usada pela empresa. “De fato, o adesivo faz uso indevido da marca devidamente patenteada pelo requerente (José Luiz), inclusive isso fica notoriamente evidenciado pela escrita da letra ‘L’ e a disposição das listas sobre o nome ‘Furlan’, além das cores das propaganda que são idênticas a logomarca da empresa do requerente”, disse o promotor em um dos trechos do seu parecer sobre o assunto.

De acordo com o promotor, Zé Furlan viola o que está previsto na resolução número 22.717 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O inciso VIII do artigo proíbe propaganda que “prejudique a higiene e a estética urbana ou contravenha a posturas municipais ou a qualquer outra restrição de direito.” Miskulin disse que a conduta é um “crime contra a propriedade industrial.” Em outro trecho do seu parecer o promotor afirma que: “de forma direta (o candidato), se vale da propaganda comercial de outrem com a vinculação da logomarca da empresa particular a sua candidatura.” “Induz os eleitores a erro, criando a falsa impressão de que o candidato é a pessoa do comerciante.” O presidente do PPS local, Juan Bergua, afirmou que a legenda vai cumprir o que prevê a legislação eleitoral.

CHARGE:


Edinho e Regis pedem votos

São José do Rio Preto, 8 de agosto de 2008

Guilherme Baffi
Edinho Araújo pediu votos para Orlando Bolçone no bairro Maceno

Jocelito Paganelli

Os candidatos a prefeito Eloy Gonçalves (PSC) e Orlando Bolçone (PPS) fizeram campanha ao lado de seus principais cabos eleitorais ontem. A festa de inauguração do comitê de Eloy, na rua Pedro Amaral, nas proximidades da rodoviária, contou com a presença do deputado federal Regis de Oliveira (PSC). Já Bolçone fez caminhada e pediu votos no bairro Maceno ao lado do prefeito Edinho Araújo (PPS). O deputado afirmou que Eloy dará “muito trabalho aos adversários”. O candidato já começou a fazer isso, pelo menos no campo jurídico. Eloy protocolou na Justiça Eleitoral representação para barrar o acordo feito entre marqueteiros para o uso de efeitos especiais nas propagandas políticas e inserções que serão exibidas na tevê, a partir de 19 de agosto. “Os candidatos com maior tempo de tevê querem encher os programas com efeitos especiais e deixar de lado o debate de propostas”, disse.


Thomaz Vita Neto
Agora vai: Eloy inaugurou comitê com a presença de deputado federal

Estratégia
A estratégia de Eloy é tentar impedir que Valdomiro Lopes (PSB), João Paulo Rillo (PT) e Orlando Bolçone, que já têm vantagem pelo tempo de tevê maior, utilizem efeitos especiais para obter vantagens eleitorais, com produções milionárias. Na representação, Eloy pede ao juiz eleitoral Jorge Abdala Buassi que não aceite qualquer acordo entre os marqueteiros. Eloy não quer a liberação do uso de montagens nas inserções - aparições dos candidatos em pequenos programas de até um minuto na programação diária das tevês. “Vamos tentar igualar o nível das produções das campanhas. Se o candidato tiver que aparecer com uma plaquinha com o nome e número dele, que assim seja”, afirmou um assessor de Eloy. Até o final da tarde de ontem, o juiz ainda não tinha analisado a representação.
Rubens Cardia
Sujo: antes de promotor de manifestar, Valdomiro manteve pintura

Partido
Para Regis de Oliveira, as candidaturas a prefeito do PSC em 36 cidades do Estado , inclusive em Rio Preto, fortalecerão a sigla para as eleições de 2010. “A proposta é consolidar o partido e aumentar o número de deputados eleitos”, disse. Ele comentou ainda a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de liberar a candidatura de políticos “ficha suja”. “O juiz não pode criar leis. Tem de cumprí-las”, afirmou ao criticar a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) que propôs a ação contra os fichados.
Ferdinando Ramos
Depois de alerta, equipe tratou de deixar parede branquinha

Limpo
Depois de o promotor Fábio Miskulin afirmar ao Diário que vai atrás de propagandas extemporâneas, a equipe do prefeiturável Valdomiro Lopes providenciou a pintura do muro na rua Amaro Duarte Silva, na Vila Itália, onde constava propaganda dele como candidato a deputado estadual. A limpeza do muro, realizada ontem, foi flagrada pela equipe do Diário.

Churrascos estão na mira do MP

São José do Rio Preto, 8 de agosto de 2008

Edvaldo Santos
Promotor Hernandez: toda denúncia envolvendo churrasco será investigada

Rodrigo Lima

03:22 - A realização de churrascos pagos por candidatos a vereador ou prefeito em Rio Preto entrou na alça de mira de promotores eleitorais da cidade. A prática configura crime eleitoral, compra de voto e abuso do poder econômico previstos na Lei Eleitoral 9.504/97. O promotor da 267ª Zona Eleitoral, Fábio Miskulin, afirmou que o candidato ou eleitor que forem pegos promovendo este tipo de evento, com o objetivo de conquistar o voto, serão enquadrados no artigo 41-A da lei. “Isso é um absurdo e deve ser coibido. Sem dúvida, configura compra de voto prevista no artigo 41-A da lei eleitoral”, afirmou. De acordo com o artigo, caracteriza captação de sufrágio “o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição.” Além da cassação do registro da candidatura ou do mandato, se eleito em outubro, o candidato fica sujeito ao pagamento de multa que varia entre R$ 1.060 a R$ 53 mil. O valor é definido pela Justiça Eleitoral de acordo com a situação.

Em 2006, candidatos a deputado estadual promoveram esse tipo de evento, mas as investigações acabaram arquivadas pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE). O motivo: falta de provas. A preocupação maior do Ministério Público é com a realização deste tipo de evento em bairros da periferia da cidade. A promoção de churrascos é usada para atrair o eleitorado e, no local, as pessoas recebem santinhos do político. Outra prática comum é o candidato bancar carne e bebida para a realização de aniversários. O promotor da 125ª Zona Eleitoral, Ary Cesar Hernandez, afirmou que toda a denúncia envolvendo a realização de churrasco será apurada pelo Ministério Público. “É importante dizer que, além do candidato, o eleitor também pode ser enquadrado com base na lei”, afirmou. O denunciante não precisa se identificar. Os representantes do Ministério Público afirmaram que qualquer pessoa pode denunciar os “convites” para churrascos feitos por assessores ou candidatos no município. “Sempre tem uma pessoa, uma testemunha que pode informar sobre fatos irregulares. São essas pessoas que denunciam”, afirmou Hernandez.

Nova representação
O promotor da 125ª Zona Eleitoral recebeu, no fim da tarde de ontem, representação contra o candidato a vereador Júlio César Caetano (PT). O denunciante Carlos Renato Oliva Costa, conselheiro da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Cidade Jardim, entregou ao promotor santinhos e adesivo do petista que seriam distribuídos no prédio público, o que é proibido por lei. “Pedi aos servidores que não distribuíssem o material. Uma pessoa deixou os santinho em um envelope na UBS”, disse Costa. Caetano afirmou desconhecer a irregularidade. “Ele (Costa) que prove isso. Se for notificado pelo Ministério Público vou apresentar minha defesa. Panfletar em serviço público é proibido”, disse.

7.8.08

Acordo permite efeitos especiais na televisão

São José do Rio Preto, 7 de agosto de 2008

Guilherme Baffi
Sem efeitos, candidatos teriam de segurar plaquinhas, diz Brito

Jocelito Paganelli

Marqueteiros que atuam nas campanhas dos candidatos a prefeito de Rio Preto selaram um acordo ontem para a utilização de efeitos especiais na produção das inserções - pequenas aparições dos candidatos a prefeito que não ultrapassam um minuto -, que serão exibidas ao longo da programação diária das emissoras de tevê da cidade, a partir do dia 19 de agosto. Os efeitos especiais já são liberados na propaganda eleitoral que é exibida em dois blocos de meia hora cada um, das 13 horas às 13h30 e das 20h30 às 21 horas. Há um rigor maior no tratamento dado pela Justiça Eleitoral para a produção das inserções. A Resolução 22.718 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não permite o uso de computação gráfica e montagem nas inserções. “Se essa regra for seguida fielmente, o candidato a prefeito terá de aparecer no vídeo segurando uma placa com o nome e o número”, afirmou Renato Brito, marqueteiro do candidato Orlando Bolçone. “Então, chegamos ao consenso de que podemos utilizar efeitos especiais, sendo fiéis à idéia de produzir inserções com propósitos eleitorais, sem denegrir ou atacar candidatos adversários”, disse.

Um grupo de marqueteiros consultou ontem o promotor Fábio Miskulin, da 267ª Zona Eleitoral, sobre a possibilidade do uso de efeitos especiais nas inserções. O promotor reforçou o acordo selado entre os marqueteiros. “Não será permitido qualquer ataque a candidatos adversários durante a exibição das inserções”, disse. O promotor afirmou que o cumprimento do acordo, que é informal, depende unicamente da “boa vontade.” Se qualquer candidato se sentir ofendido durante a exibição das inserções e protocolar representação contra o autor de eventual ataque, o Ministério Público Eleitoral (MPE) investigará o caso e poderá pedir a suspensão da propaganda. Para Brito, o acordo entre os marqueteiros permitirá a produção de programas com melhor qualidade visual. “O próprio promotor fez um comentário sobre a apresentação do candidato com um placa na mão e disse que não ficaria legal”, disse o marqueteiro.

Tempo
Também ontem, os marqueteiros apresentaram ao juiz Jorge Abdala Buassi, da 267ª Zona Eleitoral, uma proposta oficial, para dividir as inserções pré-determinadas pela Justiça Eleitoral para serem exibidas em 30 segundos, em pequenas exibições de 15 segundos. O juiz analisará o pedido. Os marqueteiros dos candidatos Eloy Gonçalves (PSC) e Jean Dornelas (PMN) não concordam com a proposta.

CHARGE:



MP veta propaganda no comércio

São José do Rio Preto, 7 de agosto de 2008

Guilherme Baffi
Miskulin: legislação proíbe propaganda eleitoral em bens de uso público

Rodrigo Lima

O promotor da 267ª Zona Eleitoral, Fábio Miskulin, afirmou que propaganda eleitoral em estabelecimentos comerciais de Rio Preto está “proibida.” Ele emitiu alerta sobre o impedimento a representantes de candidatos a prefeito e a vereador da cidade. Miskulin afirmou que candidatos o procuraram para questioná-lo sobre a possibilidade de fazer propaganda em lojas e estabelecimentos comerciais diversos. “A orientação da Procuradoria Regional Eleitoral é de que a propaganda em lojas e estabelecimentos comerciais está proibida. Os candidatos que estão cometendo a irregularidade terão de retirar a propaganda. Não é permitido. A orientação é restritiva e draconiana”, disse o promotor.

O representante do Ministério Público baseou sua determinação no artigo 13 da resolução 22.718 deste ano. O parágrafo segundo deste artigo proíbe a propaganda nos bens de uso comum, mesmo que particulares, como cinemas, lojas, centros comerciais, templos religiosos, ginásios e estádios, para fins eleitorais. Os candidatos e donos de estabelecimentos que forem flagrados fazendo propaganda nesses locais serão notificados a retirar o material em 48 horas. A multa prevista nestes casos varia entre R$ 2 mil a R$ 8 mil. Em recente caminhada pela avenida Potirendaba, o prefeito Edinho Araújo (PPS) chegou a repreender o vereador e candidato à reeleição Eduardo Piacenti (PPS), que distribuia santinhos durante visita a empresa no local. O “puxão de orelha” ocorreu na presença da imprensa e do candidato a prefeito Orlando Bolçone (PPS). Miskulin disse que tem recebido consultas informais de candidatos com dúvidas sobre a propaganda em geral. De acordo com o promotor, a orientação é sempre seguir ao que está previsto na legislação eleitoral.

Propaganda de 2006
O representante do Ministério Público afirmou que as coligações e candidatos devem apagar os muros com propagandas de eleições anteriores. O Diário encontrou diversas propagandas extemporâneas espalhadas pela cidade. O candidato a prefeito Valdomiro Lopes (PSB) mantém no município propaganda referente a sua candidatura de deputado estadual em 2006. O fato já foi denunciado na edição do dia 31 de julho, quando o Diário revelou propaganda na rua Amaro Duarte Silva, na Vila Itália. A coordenação de campanha de Valdomiro ignorou o fato. “Essa propaganda é irregular e não é interessante para o próprio candidato. Ele (Valdomiro) está sujeito ao pagamento de multa.” O promotor diz que vai atrás das propagandas eleitorais de anos anteriores.

No Fórum não
Miskulin disse ainda que o diretor do Fórum, juiz Osni de Assis Pereira, proibiu a distribuição de santinho e material de campanha no interior do prédio. O promotor encaminhou ofício ao juiz cobrando explicações após encontrar um santinho do candidato a vereador Renato Pupo (PSC) na porta de seu gabinete. “Creio que aquilo na porta do meu gabinete foi uma brincadeira de mau gosto. É inimaginável que o candidato tenha deixado, de propósito santinho na porta da promotoria”, afirmou Miskulin, responsável pela fiscalização da propaganda no município até a eleição deste ano. “No Fórum, os funcionários foram alertados para não deixarem distribuir propaganda”, disse.

Blog
O promotor disse que até amanhã deverá analisar o conteúdo de blog eleitoral que teria como colaboradores funcionários da Prefeitura de Rio Preto. Entre eles estariam a assessora Mirna de Lima Soares e o fotógrafo Fabrício Spatti. Miskulin vai emitir parecer se o conteúdo do blog caracteriza propaganda eleitoral irregular. Já o promotor da 125ª Zona Eleitoral, Ary César Hernandez, questionou Edinho se os servidores alimentam o blog durante o horário de trabalho na Prefeitura. Edinho não se manifestou sobre o assunto.

PERGUNTE ELEITOR:


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Adriel de Moura pastor, morador do bairro Cecap


Usuários de drogas tomam conta das praças dos bairros à noite. Como o senhor pretende acabar com este problema?
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>> Valdomiro Lopes (PSB)
O problema da droga é hoje um f lagelo social não apenas em Rio Preto. Precisamos trabalhar em conjunto com a Polícia Militar, ampliando os convênios para implantação das Bases Comunitárias em novas regiões da cidade, concentrando as atenções para a repressão ao tráfico de drogas. Não devemos nos esquecer de que a questão da segurança pública, embora seja de responsabilidade do Estado, pode receber uma grande contribuição do município. Onde houver necessidade, é preciso melhorar a iluminação pública das praças, por exemplo. Outra idéia é utilizar a Guarda Municipal estritamente dentro de sua função constitucional – ou seja, a vigilância e proteção dos espaços públicos, como por exemplo as praças dos bairros. A simples presença dos agentes da Guarda Municipal nesses locais, com a função de colaborar com a Polícia Militar, acionando-a sempre que houver necessidade, certamente contribuiria para inibir o mau uso dos espaços públicos.
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>> Cacau Lopes (PV)
Este sério problema deve ser combatido com várias medidas, dentre elas: Programa permanente de prevenção do uso de drogas, em parceria com as entidades e priorizando escolas; Garantir programas de redução de danos e tratamento dos usuários; Desenvolver atividades culturais e esportivas para que a população ocupe estes espaços; Projeto a “Praça é Nossa”, em parceria com os moradores; Ampliar oferta de ensino profissionalizante para a juventude; Incentivar as práticas esportivas e culturais; Ampliar programas de primeiro emprego e de “Jovem Cidadão”; Incentivar para que os próprios jovens colaborem na preservação das praças; Manutenção permanente das praças; Projeto “Iluminando a Praça”, para garantir a claridade e a segurança; Garantia de forte policiamento, com ação conjunta da Polícia Militar e Guarda Municipal, nas áreas de riscos.
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>> Eloy Gonçalves (PSC)
A segurança pública está entre as prioridades máximas de nosso plano de governo. A proposta é instalar câmeras de alta definição em pontos estratégicos da cidade para coibir tráfico, consumo de drogas e violência. As câmeras serão operadas por uma central, que vai monitorar 24 horas os locais que exijam permanente atenção do poder público, interligada às polícias Civil, Militar, Ambiental e Rodoviária (estadual e federal), Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal. Essa central terá técnicos treinados sob orientação direta das próprias polícias locais. Um banco de imagens captadas pelas câmeras ajudará a esclarecer casos com rapidez, incluindo infrações cometidas por motoristas e motociclistas. A cada ocorrência de crime, acidente ou fato grave, a central comunicará imediatamente o setor responsável pelo atendimento. A segurança dos cidadãos requer pronta resposta do poder público, que tem o dever de proteger os cidadãos. Agiremos com o máximo rigor para defender a população da criminalidade.
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>> Jean Dornelas (PMN)
O atual prefeito criou a Guarda Municipal para multar os cidadãos rio-pretenses. Como advogado, consegui impedir este tipo de coleta e, com isto, a Guarda perdeu função. A nossa proposta é que a Guarda Municipal seja os olhos da Polícia Militar, trabalhando em parceria. Assim, poderemos ampliar o policiamento em toda a cidade, inclusive nas praças e escolas. Vamos usar a guarda municipal para auxiliar os policiais civis e militares.
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>> João Paulo Rillo (PT)
As praças precisam cumprir suas vocações originais. São locais de convívio, áreas verdes importantes para um clima mais ameno, locais concebidos para oferecer qualidade de vida aos cidadãos. Além de lazer e convívio, nas praças devem ser desenvolvidos projetos culturais e esportivos. Presentesna paisagem urbana, as praças podem ser potencializadas com atividades envolvendo os moradores dos bairros vizinhos. As oportunidades para aprimoramento cultural e para a prática de esportes devem ser concebidas de forma sistemática e com continuidade. Ocupar as praças exige adaptações que previnem o uso inadequado. Por exemplo, uma boa iluminação coíbe ações ilegais. Por outro lado, envolver a comunidade em atividades coletivas oferece alternativas e perspectivas imprescindíveis aos jovens. É preciso ainda ter vontade política e estabelecer diálogo com os órgãos de segurança para planejar em conjunto ações eficientes, nas quais os moradores realizariam a importante tarefa de auxiliar a Polícia na vigilância da cidade.
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>> Marcelo Henrique (Psol)
Como prefeito, convocarei os deputados estaduais e federais para discutir publicamente as necessidades da segurança pública e deles cobrarei ações efetivas para Rio Preto. De outro lado, o município tem responsabilidade nessa questão social. No nosso governo, as entidades assistenciais do município serão respeitadas e tratadas com igualdade e transparência. De início, vamos criar uma equipe de servidores preparados para orientar e criar projetos sociais de atendimento às pessoas em situação social de risco, como são, por exemplo, os usuários de drogas e álcool. No sistema Prefeitura Eletrônica Social, as pessoas terão acesso a toda a rede de assistência social do município e dos recursos públicos que cada uma recebe. As praças serão protegidas pela Guarda Municipal, que terá o seu efetivo ampliado. A Guarda será integrada às polícias para ampliar a segurança e encaminhar os usuários de drogas para as entidades especializadas. Outra ação de combate ao uso de drogas em locais públicos é a melhoria na iluminação pública.
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>> Orlando Bolçone (PPS)
O governo do prefeito Edinho Araújo implantou com sucesso o projeto “Viva a Praça”, que construiu 40 novas praças, além de reformar e revitalizar outras 116, estimulando e fortalecendo a convivência em comunidade. Nosso programa de governo prevê a ampliação do “Viva a Praça”, com construção e reforma. Além de projeto paisagístico e um moderno sistema de iluminação, elas terão a presença constante da Guarda Municipal para garantir a segurança dos moradores.É dessa forma que queremos estimular a presença da família nas praças. Com base em estudos, algumas praças deverão ganhar parques ecológicos infantis, além da “Academia para Todas as Idades” em locais que tenham tradição em caminhadas. O programa prevê ainda a participação da iniciativa privada, que poderá fazer a adoção de praças, fazendo a sua manutenção, em troca de publicidade no local. Outra forma é a de estimular a adoção por parte de associações de bairros e de moradores que vivem ao redor da praça, que têm uma presença maior nesses locais.

Candidatos faturam R$ 378 mil e gastam R$ 115 mil em um mês

São José do Rio Preto, 7 de agosto de 2008

Lézio Júnior/Editoria de Arte
Os 7 candidatos a prefeito entregaram prestação de contas

Jocelito Paganelli

No primeiro mês da campanha eleitoral, os sete candidatos a prefeito de Rio Preto arrecadaram R$ 378,8 mil. Com exceção de Orlando Bolçone (PPS), o dinheiro vem dos próprios candidatos e de assessores que se reúnem numa espécie de “ação entre amigos” para engordar os cofres das campanhas. O prazo para a entrega da prestação de contas parcial dos candidatos e comitês financeiros de campanha à Justiça Eleitoral venceu ontem. Os dados deve ser disponibilizados na internet hoje, no site do Tribunal Superior Eleitoral. Bolçone, candidato que tem o apoio do prefeito Edinho Araújo (PPS), lidera disparado o ranking da arrecadação. Sozinho o candidato tem em caixa R$ 250 mil. A Leão Leão Construtora fez doação de R$ 150 mil para a campanha de Bolçone. A Construtora Ápia doou mais R$ 100 mil. A Construtora Leão Leão pertence ao mesmo grupo administrador da empresa Leão Leão Ambiental, de Ribeirão Preto, que ganhou no ano passado a licitação de R$ 61,2 milhões para gerencia a coleta de lixo na cidade.

O contrato firmado entre a Leão Leão Ambiental e a Prefeitura de Rio Preto é alvo de dois inquéritos, um policial, que tramita na Delegacia Seccional de Rio Preto e investiga indícios de crime ambiental que estaria ocorrendo na manutenção do aterro sanitário, e outro civil, que corre no Ministério Público para investigar supostas irregularidades na execução do contrato. O deputado estadual Valdomiro Lopes (PSB) aparece em segundo no ranking. Injetou do próprio bolso R$ 60 mil na sua campanha à Prefeitura. A campanha de Eloy Gonçalves (PSC) vive situação semelhante. Uma empresa que pertence ao candidato fez uma doação de R$ 30 mil para custear as despesas iniciais da disputa pela Prefeitura.

Marcelo Henrique (Psol) também vai investir dinheiro do bolso. Ele colocou R$ 25,1 mil no caixa de sua campanha. Outro candidato a investir dinheiro na própria campanha é Jean Dornelas (PMN), que injetou R$ 2,6 mil para quitar as despesas iniciais da corrida eleitoral. João Paulo Rillo (PT) arrecadou R$ 7.260, mas ainda não colocou dinheiro próprio na campanha. Os recursos arrecadados até agora têm como fontes a assessora de imprensa do petista, Valéria Goraieb (R$ 1 mil), o presidente do PT de Rio Preto, Ailton Bertoni (R$ 1,5 mil), do candidato a vice-prefeito, Alcides Zanirato (R$ 1,4 mil), e de mais três amigos (R$ 3.120).

Vazio
O candidato Cacau Lopes (PV) viajou pela Europa nas primeiras semanas de campanha, chegou na semana passada e só amanhã conseguirá abrir a conta bancária para movimentar os recursos financeiros da campanha. Com isso, o candidato entregou ontem à Justiça Eleitoral uma prestação de contas sem qualquer movimentação financeira. “Vou abrir a conta da campanha amanhã (hoje). Fizemos alguns materiais de campanha, mas que ainda não foram pagos”, afirmou. Cacau vai se reunir com um amigo hoje para receber a primeira doação de campanha.
“Minha campanha será realizada no esquema de ação entre amigos. O partido (PV) já encaminhou os bônus (recibos) que serão entregues às fontes doadoras de recursos, que serão os meus amigos”, disse. A partir de hoje, Eloy também vai ao encalço de amigos para alimentar o caixa de campanha. “Já fiz a minha parte”, disse ao fazer referência à doação de R$ 30 mil feita por uma de suas empresas. “Agora, chegou a vez dos amigos dos candidatos. Tem bastante gente que acredito que vai colaborar”, afirmou ainda.

Gastos
Os gastos dos candidatos não atingiram nem a metade do valor arrecadado. Os sete prefeituráveis já torraram R$ 115,2 mil em materiais de campanha e na produção de propaganda para os programas eleitorais para a tevê e rádio.


Confira as propostas dos candidatos para a saúde

São José do Rio Preto, 6 de agosto de 2008

Neia Rosseto
Candidatos falam sobre investimento tecnológicos e jornada de trabalho

Rita Fernandjes e Allan de Abreu

02:00 - Embora Rio Preto seja a cidade pólo do Noroeste Paulista e referência em áreas como medicina e prestação de serviços, não faltam desafios e problemas a serem solucionados pela próxima administração. Mostrar essa realidade e os planos de governo dos candidatos em todos os setores é a proposta da série “Propostas de Governo” que o Diário lança hoje no caderno Eleições 2008, e que será publicada todas as quartas-feiras. A partir da série, o leitor terá um raio X da cidade nas áreas de Saúde, Educação, Assistência Social, Habitação, Saneamento e Meio Ambiente, Esporte, Lazer e Cultura, Transporte e Desenvolvimento Econômico. E vai conhecer as propostas de cada um dos sete prefeituráveis nessas áreas. Assim, terá mais subsídios para escolher o seu candidato nas eleições de outubro. O primeiro tema a ser debatido é a Saúde. Apesar de ser referência nacional em serviços de alta complexidade, por oferecer transplantes e cirurgias cardíacas, Rio Preto ainda sofre no quesito saúde pública de base. De acordo com pesquisa Diário/Vox Populi, publicada em 20 de julho, 17% da população considera que o principal problema da cidade é mau atendimento nos postos de saúde e hospitais públicos. O levantamento ouviu 500 pessoas entre os dias 12 e 13 de julho.

Atualmente Rio Preto tem 23 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e outras duas em construção. A maior parte está em instalações inadequadas, que não comportam mais a demanda, construídas nas décadas de 70 e 80, e sem nenhum conforto ao usuário, que chega a passas horas na fila para marcar consultas ou conseguir atendimento. Outro problema recorrente nas UBSs são as falhas no diagnóstico dos pacientes, muitos vítimas de doenças graves como meningite. Enfermidades que têm feito centenas de vítimas nos últimos anos: em 2006, foram detectados 12.633 casos de dengue. Até ontem, foram registrados 76 casos de meningite, com cinco mortes. Na outra ponta da saúde pública estão os profissionais insatisfeitos, que reivindicam um plano de cargos, carreiras e salários, além da redução da jornada de trabalho. A baixa remuneração oferecida pelo poder público tem gerado dificuldade de contratação de médicos e enfermeiros, que ignoram os concursos públicos.

Atualmente o médico recebe salário mensal de R$ 1,5 mil por jornada de 20 horas. Os desafios ainda incluem a instalação de geradores de energia elétrica nas UBSs, já que há relatos de casos em que vacinas e outros medicamentos que dependem de refrigeração são descartados após quedas de energia. Sem a informatização da rede, que até hoje não foi implantada 100%, não há comunicação entre as UBSs, e cada unidade tem um prontuário independente do paciente. Com um controle único, o poder público poderia evitar a “invasão” de moradores de cidades vizinhas e de outros Estados nas unidades básica locais, o que contribui para a superlotação da rede.

Ambulâncias
Os problemas também atingem a frota de ambulâncias. Em média, a cada dois meses, uma das 23 ambulâncias do município desfalca o atendimento por problemas mecânicos. O custo mensal com a manutenção da frota da Saúde é de R$ 53 mil por mês em média. Muitas delas rodam com pneus carecas, fios à mostra, setas e sirenes quebradas, bancos com estofamento rasgado e sem cinto de segurança. Equipamentos sucateados, infra-estrutura improvisada, usuário insatisfeito. O desafio aos prefeituráveis na saúde pública rio-pretense está lançado. Abaixo, as propostas dos candidatos para o setor. A ordem das publicações foi definida com base em sorteio.


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Marcelo aposta em terminais eletrônicos
Marcelo Henrique, candidato do Psol à Prefeitura de Rio Preto, diz que a solução para todos os problemas da cidade - principalmente na área de saúde - é a implantação da “Prefeitura Eletrônica Social”, por meio de terminais (a exemplo dos existentes em bancos) em todos os equipamentos públicos. “Não é caro (implantar). Temos condições de executar com recursos municipais”, diz. O objetivo, afirma, é garantir “controle da gestão municipal por parte da sociedade.” Na área da saúde, o usuário terá acesso on-line do funcionamento de todas as UBSs e saberá quais são os médicos que atendem em determinada unidade, qual a previsão de espera para consulta (com relação por ordem de atendimento), agendamento de consulta e resultados de exames, entre outros serviços. O candidato promete concluir o projeto em um ano de governo. O projeto guarda semelhança com o Cartão Cidadão prometido pelo prefeito Edinho Araújo (PPS) em sua primeira campanha e que nunca saiu do papel.

Os terminais eletrônicos, segundo promessa do candidato, também vão combater a demora no diagnóstico de doenças graves. O benefício será possível por conseqüência da agilidade da marcação de consulta, o que irá diminuir filas de espera e possibilitar melhor atendimento. O prefeiturável ainda diz que é possível aumentar o número de policlínicas na cidade. O objetivo é construir mais quatro unidades e, se houver recursos, transformar algumas UBSs em policlínicas. Outra proposta é investir nas unidades saúde da família, com fornecimento de um veículo para cada médico. “Vamos adquirir veículos para implantar isso”, afirma sem citar a fonte de recursos. Caso não haja dinheiro, pretende remanejar a frota existente. Ele também garante que vai comprar novas ambulâncias, embora não saiba precisar números e de onde sairá o dinheiro.

Plano de carreiras
O prefeiturável não se aprofunda na proposta de plano de carreiras. Apenas afirma que haverá reajuste gradual. “Vai ter sistema de pontuação que gera remuneração maior, por desempenho e capacitação”, afirma. O terminal eletrônico também será a “salvação” no quesito qualificação médica, diz ele, já que os profissionais farão cursos on-line. “O servidor terá uma senha que dará acesso a esses cursos on-line. Hoje é perfeitamente possível se capacitar pela internet”, diz. Outra função do terminal será a de “conscientizar” a população sobre a necessidade de combater o mosquito transmissor da dengue. Além disso, o usuário poderá fazer crítica sobre qualquer serviço. Haverá uma central que transmitirá a reclamação on-line para a referente secretaria. “Se o servidor responsável não responder, o próprio sistema vai comunicar para o secretário no prazo de dez dias. Isso é eletrônico. Se o secretário não resolver, o prefeito vai saber logo pela manhã, ao acessar a rede”, afirma. Por meio dessa “reengenharia”, Marcelo Henrique diz que “é possível reduzir muitos ralos” e promete haver superávit.
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Valdomiro: sistema tem de desburocratizar
Sem promessas específicas, o prefeiturável Valdomiro Lopes (PSB) diz que vai melhorar a saúde em Rio Preto. Para acabar com a fila e a demora no diagnóstico de doenças graves, o candidato afirma que vai desburocratizar o sistema e adotar medidas que considera simples. A primeira delas será separar o atendimento de urgência e especialidades. Portadores de doenças crônicas poderão marcar atendimento com o especialista mediante apresentação da receita médica. “Para mudar de forma simples, a pessoa que está com receita do médico elimina caminho e marca direto com o especialista”, afirma. “Dessa forma, economizou uma consulta com o clínico, economizou aquela pessoa na fila, desburocratizou e agilizou o atendimento”, diz. Com esta estratégia, ele quer reduzir 50% das consultas de doenças crônicas. “Precisamos primeiro dar uma dinâmica de atendimento diferente. Para melhorar o que já existe, você dá uma dinâmica, modifica organogramas, fluxogramas”, diz. Com esse modelo de gestão, Valdomiro pretende melhorar a rede já existente, sem necessidade de construir novos equipamentos.

A agilidade no diagnóstico, diz ele, também será possível por meio de exames, mediante pedido feito por um médico da área especializada (para evitar que seja feito sem necessidade). “Com isso, valorizamos os médicos. Para os bons profissionais, vamos dar os instrumentos que eles precisam para trabalhar”, diz. Em conseqüência, afirma que será necessário ter integração entre governo municipal e hospitais para que os pacientes que precisam de cirurgias sejam submetidos ao procedimento o mais rápido possível, caso contrário a doença poderá avançar. Esse diálogo, Valdomiro pretende fazer pessoalmente. Na opinião do prefeiturável, a cidade precisa de mais postos 24 horas, mas ele não diz quais unidades terão o atendimento em horário diferenciado. Outra promessa sem dados específicos é implantação de salas para suturas nas UBSs, para amenizar a fila no Hospital de Base. Quando questionado sobre as unidades que funcionam em imóveis adaptados e inadequados, ele dá a entender que não pretende mudar o local dessas UBSs: “Não importa se funcionam em imóveis residenciais ou improvisados. Se o cara ficar feliz, não tem problema”.

Plano de carreiras
Valdomiro considera como um “entrave” a remuneração dos médicos. “Precisamos investir nas parcerias e melhorar o que temos”, diz. A proposta é usar menos médicos e mais técnicos. “Tudo o que puder ser feito por técnicos, será feito. Auxiliares de enfermagem, paramédicos e fisioterapeutas”, diz. Como exemplo, usa o serviço de resgate do Corpo de Bombeiros, que não conta com médicos, apesar de salvar tantas vidas. Esse modelo será adotado inclusive para o serviço de ambulância, que passará a disponível em algumas UBSs, afirma.
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Bolçone fala em continuidade da gestão
Candidato do atual governo à Prefeitura de Rio Preto, Orlando Bolçone (PPS) apresenta propostas que dão continuidade à gestão de Edinho Araújo (PPS). Sem projetos novos, Bolçone quer colocar em prática propostas que ajudou a elaborar enquanto secretário de Planejamento, como reformas de UBSs que já foram licitadas, o funcionamento de um hospital geriátrico e a transformação do Ambulatório Regional de Especialidades (ARE) em centro de oncologia. Bolçone fala sobre a parceria do governo estadual e o Lar São Francisco (administrador do Hospital-Lar João Paulo 2º) para transformar o Lar em Ambulatório Médico de Especialidades (AME). “A prefeitura está junto do Lar São Francisco disponibilizando área para que, a médio e longo prazo, o Lar deixe de ser Lar. O João Paulo 2º passa a ser unicamente AME”, diz sobre o projeto do governo estadual. Já o novo hospital geriátrico será no antigo hospital Nossa Senhora das Graças, que será totalmente recuperado.

Outra promessa que já está em andamento pelo atual governo é aperfeiçoar os serviços de oncologia e de queimadura e deixá-los no mesmo nível que está a cardiologia. “A prefeitura já começa com uma pequena unidade para oncologia, onde é o ARE. Vamos reformar e adequar”, diz. A especialização em queimados será na Santa Casa, onde já existe o serviço. Bolçone não pretende construir novas unidades de saúde, mas adianta que será necessário contratar mais profissionais para atender os postos que estão em construção. “Temos cinco unidades em construção, mas duas em características diferenciadas (minihospital da Zona Norte e recuperação do Estoril). A rede não precisa ser expandida. Precisamos otimizar esses serviços. Para colocar essas cinco unidades em funcionamento serão necessários recursos humanos”, diz. O grande desafio, diz Bolçone, é resolver a porta de entrada e evitar que cheguem as doenças. E, quando chegar, resolver com agilidade.

Plano de carreiras
Outro desafio na área de saúde, na opinião de Bolçone, é a implantação do plano de carreiras. “Vamos criar um plano porque a cidade fez toda a sua estruturação física. Agora precisa partir para conceito de aperfeiçoamento, em especial recursos humanos”, diz. O reajuste será por meio de educação continuada. “O plano passa por três características: cargo, plano e salário. Salário é uma das características”, diz ao ressaltar que falar em valores neste momento seria irresponsabilidade. A proposta é premiar os profissionais que trabalham bem, ou seja, que têm qualidade e quantidade. O governo destinou R$ 134 milhões do orçamento de 2009 para a saúde. “Com este orçamento é possível utilizar uma parte para refazer a frota.” Bolçone, no entanto, não diz quanto efetivamente será destinado para compra de ambulâncias e nem mesmo especifica a quantidade de veículos que devem ser adquiridos por ano.
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Cacau resgata jornada de 30 horas em UBS
Candidato à Prefeitura de Rio Preto pelo PV, Cacau Lopes diz que a cidade precisa de mais duas UBSs, sendo uma na região do Juruá e outra - específica para idosos - para atender os bairros Boa Vista e Parque Industrial. Segundo Cacau, que foi secretário de Saúde na primeira gestão do prefeito Edinho Araújo (PPS), é preciso ampliar e reformar as unidades dos bairros Vetorazzo, São Deocleciano, Engenheiro Schmitt e Vila Mayor. Já nos bairros Estoril, Eldorado e Anchieta serão construídos novos postos em outros locais, para não prejudicar o serviço. “Existem recursos no Ministério da Saúde, a fundo perdido”, diz. “As estruturas inadequadas dessas UBSs serão usadas para outras atividades, como centros comunitários”, propõe. Cacau promete informatizar toda a rede de saúde em seis meses de gestão. “É uma burrice ainda não ter feito a informatização. Vamos implantar gestão em tempo real, o que inclui câmeras de vídeo”, afirma o prefeiturável. “O custo é alto, mas tem retorno”, afirma, sem especificar de onde vai retirar o valor do investimento.

Outra mudança será no horário de funcionamento, que na possível gestão de Cacau será das 7 às 19 horas em todas as unidades. “Vamos retomar o atendimento 24 horas na unidade do Vetorazzo”, diz. A medida, garante o candidato, não dependerá de novas contratações. A solução apresentada é adotar a jornada de trabalho para 30 horas - implantada pela Secretaria de Saúde em 2004 e implodida por Edinho em outubro de 2005, o que motivou a queda de Cacau frente à pasta. Segundo os secretários que compunham o “núcleo duro” do governo na época, a redução foi o maior “erro administrativo” de Edinho porque explodiram os números de horas-extras. De cerca de 12 mil horas extras registradas antes das 30 horas, houve um pico de mais de 25 mil horas-extras.

Plano de carreiras
A jornada de 30 horas está diretamente ligada a implantação do plano de carreiras. Uma das primeiras mudanças seria condicionar o salário do médico plantonista aos plantões efetivamente dados. “Em regime de plantão, o médico recebe por 24 horas - dando ou não plantão. Se faltar e apresentar atestado, recebe”, afirma. “O plantonista tem de receber por plantão efetivamente dado”, afirma. Cacau, que é médico, defende melhores salários para a categoria. Na opinião dele, um ordenado digno na sua administração seria de R$ 4 mil por mês para atendimento de urgência e emergência, o que significa reajuste de 266%. Além disso, afirma que as UBSs têm picos de funcionamento (das 7 às 9 horas e das 15 às 17 horas), o que não justifica manter profissionais no local o dia inteiro. A saída proposta por ele é reforçar as equipes nos horários de pico. Para complementar, diz que vai disponibilizar raio x em duas ou três unidades, e disponibilizar na rede kits de diagnóstico rápido na análise clínica. Os recursos, segundo ele, viriam do governo federal ou por meio de emenda orçamentária.
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Rillo: plano de carreira melhora atendimento
Candidato pelo PT à Prefeitura, João Paulo Rillo não apresenta grandes mudanças na área de saúde. Para ele, a solução é possível por meio de mudança de gestão, focada em três ações que se complementam: adequação do espaço físico e mobiliário, definição do plano de carreiras e melhoria no atendimento. O prefeiturável promete readequar grande parte das UBSs, em especial aquelas que estão instaladas em imóveis residenciais ou improvisadas. “É bobeira ficar construindo UBS. É melhor aproveitar o que tem”, afirma. Logo depois de dizer que não há necessidade de ampliar a rede, porém, Rillo afirma que a cidade precisa de mais quatro UBSs, sendo duas na região norte. “É preciso ter uma estratégia para construir rapidamente mais UBSs. Mas é preciso ter cuidado porque com a verba da saúde até dá para construir, mas e para equipar?”, questiona.

Rillo não sabe especificar o valor necessário para reforma, compra de equipamentos e novas contratações. Mas garante que tem recurso do orçamento municipal. Segundo ele, sua “boa relação” com o governo federal também irá render bons recursos para investimento em saúde e outros setores administrativos. O petista afirma que a saúde terá grandes avanços com a implantação da rede de informática. “O que é inconcebível é perder dinheiro no agendamento. É incompetência de gestão. Com profissional mais capacitado e entusiasmado, e sistema informatizado, agilizaria o agendamento”, diz. “A Empro precisa resolver. Com o prontuário on-line, você tem todos os dados disponíveis. Hoje, não existe”, discursa. O prontuário on-line será instrumento para tentar coibir o atendimento de moradores de cidades vizinhas pela rede municipal.

Plano de carreiras
Rillo promete criar o plano de carreiras aos profissionais da área de saúde e, com isso, melhorar o atendimento. “A prioridade do governo será melhorar o atendimento”, diz. “Mas para fazer isso é preciso definir a carreira do profissional”, afirma. “Eu não acho que o problema da saúde é só o médico - nem do bem e nem do mal. Ou se tem uma equipe disciplinar fantástica ou nada acontece. Não adianta supervalorizar o médico - que merece - e não valorizar os demais profissionais da saúde. O caos continua”, discursa. Ele adianta que o plano de carreira é uma reivindicação antiga da categoria, mas que não se resolve redução da jornada de trabalho para 30 horas. Na opinião de Rillo, os servidores precisam ser beneficiados mediante um sistema de pontuação. “Equipes de saúde que detectam enfermidades e problemas crônicos em determinada localidade e conseguem combater serão premiadas”, diz. Essa medida será a solução para a agilidade do diagnóstico de doenças graves. Rillo evita falar em valores ou porcentagem de remuneração. O candidato diz que. com sua proposta, a equipe conseguirá inovar e descobrir caminhos que avancem na saúde e melhorem o serviço, mediante projeção do seu crescimento profissional.

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Eloy usa como exemplo medicina de Cuba
A implantação da saúde nos moldes cubanos é a marca da proposta do candidato Eloy Gonçalves (PSC) para Rio Preto. Segundo ele, a solução para todos os problemas da saúde é a implantação desse projeto, que, em outras palavras, significa investir em médicos de família. Pela proposta, a equipe formada por médico, enfermeiro e sanitarista, vai residir no bairro onde a população é atendida para facilitar o acesso ao morador em caso de emergência. A medida será uma condição indispensável para ocupar o cargo. “Forçaria por lei o médico de família a morar naquele bairro. Só vamos contratar quem quiser morar lá, quem não quiser (morar na zona norte, por exemplo), que more na zona sul -, mas não vai trabalhar”, diz. Eloy afirma que os médicos de família vão ganhar salários de R$ 10 mil por mês, já que a valorização terá como resultado a qualidade do serviço prestado. Atualmente o salário dos servidores não pode ultrapassar o teto de R$ 9 mil, baseado no subsídio do prefeito. “Então que seja os R$ 9 mil, o teto”, diz após saber que sua proposta seria inconstitucional, além de gerar impacto na folha de pagamento.

De acordo com Eloy, o objetivo da proposta é que o paciente, em situações de emergência, procure o médico de família e não a UBS ou hospital. “Para ir à UBS ou hospital, o paciente teria de passar pelo médico de família, que fará o encaminhamento”, afirma. Apesar de o paciente procurar o médico em sua residência, Eloy vai deixar todas as unidades de saúde com atendimento 24 horas, construir novas unidades e reformar as existentes. “A UBS vai continuar, mas a pessoa vai na casa do médico, como era em cidades pequenas antigamente. No início é mais complicado, mas depois as pessoas vão gostar”, diz. Os recursos para todas essas medidas, segundo Eloy, serão possíveis mediante economia de R$ 400 milhões ao longo de quatro anos, o que será possível com a redução de secretarias e cargos de confiança. “As secretarias não vão deixar de existir. A diferença é que teremos menos secretários, mas com acúmulo de função”, afirma. O candidato defende que o médico de família vai acabar com as filas nas UBSs, falhas na marcação de consulta e agilidade no diagnóstico de doenças graves.

Hospital
O minihospital da zona norte não é suficiente para a região, segundo Eloy. “Rio Preto precisa de um novo hospital. A zona norte, onde está metade da população, fica distante do centro de excelência da cidade. A prefeitura tem condições de ter mais um hospital público”, afirma. O candidato promete fazer uma obra em ponto estratégico, porém não identificado na entrevista. O empresário estima investimento de R$ 20 milhões. “Claro que vai ter dinheiro. Dinheiro é o que não falta em Rio Preto, só precisa ser bem aplicado”, diz. Apesar de prometer elevar o salário dos médicos de família para R$ 9 mil (respeitando o teto), Eloy não apresenta nenhum plano de cargos, carreiras e salários para os profissionais de saúde. O prefeiturável reconhece que será necessário ampliar a equipe, mas diz que os médicos das UBSs receberão um pequeno reajuste - sem especificar a porcentagem.
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Dornelas: pediatra na creche desafoga UBS
O prefeiturável Jean Dornelas (PMN) diz que vai disponibilizar pediatra, dentista e psicólogo em todas as creches e escolas. A medida, afirma, vai desafogar as UBSs e agilizar o diagnóstico de doenças graves. “A maior fila no posto do Vetorazzo é de sexta-feira, quando tem o pediatra. Se o médico cuida na creche, a criança nem doente fica”, diz. Outra medida que terá impacto direto na redução de fila de espera nas unidades é a implantação de um disque-remédio. “Vamos desafogar os postos de saúde com o disque-remédio. A pessoa liga e recebe o remédio em casa, com um 0800 que funciona. Vamos contratar os motoboys”, afirma. “O número de UBSs não é o problema. O problema é justamente a gestão delas. Com pediatra e dentista na creche e o disque-remédio, sobra espaço nas unidades. A priori, não vejo a necessidade de construir UBSs. Vamos apenas otimizar”, promete. Segundo ele, não será necessário aumentar o quadro de funcionários, apenas fazer recolocação. Em seu discurso, Dornelas garante que seu primeiro ato de governo será visitar todas as UBSs e manter o secretário de Saúde trabalhando dentro de seu gabinete até solucionar todos os problemas. Outra medida é separar os serviços de especialidades e emergência, a exemplo Ambulatório Médico de Especialidades (AME), do governo estadual.

Plano de carreiras
Dornelas promete implantar o plano de carreiras para os profissionais da saúde. “Por causa da falta de plano, temos procuradores ganhando elevadíssimos salários, enquanto o médico fica com o salário achatado”, diz. O candidato promete reduzir o salário dos procuradores para R$ 9 mil, conforme o teto de funcionalismo público, e aumentar para R$ 9 mil o salário dos médicos. Desde a implantação da Procuradoria Geral do Município, os advogados da pasta foram transformados em procuradores e tiveram o teto salarial elevado a 90,25% do salário pago a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Portanto, hoje, os procuradores podem receber salários de até R$ 22 mil. Os supersalários são baseados na Emenda Constitucional 41, de 19 de dezembro de 2003, que alterou o artigo 37 da Constituição Federal. Neste caso, o prefeito não tem poder para reduzir o subsídio até o teto do funcionalismo, mas o caso é apurado pelo promotor de Justiça Aparecido Donizeti do Santos.

Dornelas promete implantar agentes comunitários em toda a cidade, que será divida em 120 zonas. O objetivo é que esses profissionais saiam em duplas para cadastrar todos os moradores e diagnosticar as situações de todas as famílias, incluindo utilização das UBSs, limpeza do imóvel e questões sociais. A renovação da frota de ambulâncias será rápida, segundo promessa de Dornelas. O candidato diz que vai utilizar o sistema de leasing, com pagamento em até 72 vezes, para comprar os veículos. “Hoje o Tribunal de Contas autoriza que o governo municipal compre veículos no sistema de leasing, quero comprar a quantidade necessária de ambulâncias. Serão várias”, diz.

CHARGE:

Juiz barra candidatura de 18

São José do Rio Preto, 6 de agosto de 2008

Sérgio Menezes
Juiz Antônio Roberto Andolfato é responsável pela análise das candidaturas

Rodrigo Lima

O juiz da 125ª Zona Eleitoral de Rio Preto, Antônio Roberto Andolfato de Sousa, indeferiu 18 pedidos de registros de candidaturas de vereadores na cidade. Com a decisão do juiz, os candidatos estão oficialmente fora do processo eleitoral. Os pedidos de impugnação das candidaturas foram apresentadas pelo promotor eleitoral Ary César Hernandez. Segundo o chefe do cartório da 125ª Zona Eleitoral, Marcus Trindade, os partidos têm até hoje para indicar o nome dos substitutos. Os presidentes das legendas poderão, no entanto, apresentar recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em São Paulo. “É muito difícil reverter essa decisão. Mas os partidos podem recorrer ao TRE”, disse Trindade. Os motivos pelos quais os candidatos foram barrados pela Justiça Eleitoral são variados e demonstram até a falta de preparo por parte de algumas siglas. Segundo o despacho do juiz, em alguns casos o candidato não estava sequer filiado ao partido que pretendia disputar a eleição neste ano, conforme determina a legislação.

O candidato a vereador Valmir Alves Pereira, por exemplo, está filiado no Psol, mas quer disputar o pleito pelo PT. Já a candidata Gislaine Marques dos Santos “esqueceu” de se filiar ao PSDC para participar da disputa eleitoral, assim como Marlene Costa que não está nas fileiras do PTB. Outros candidatos não estavam filiados há pelo menos um ano na legenda em que gostaria de disputar a eleição. Estão nesta situação: Carlos Humberto Tadeu de Oliveira (PRTB), Luiz Carlos Miguel (PMN) e Emanuella Paloma Alves Jardim (PTB). O juiz da 125ª Zona Eleitoral também indeferiu pedido de registros daqueles que deixaram de apresentar documentos exigidos pela lei eleitoral e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o despacho de Sousa, o candidato a vereador Carlos Roberto Alves Júnior (PP) deixou de apresentar certidão de antecedentes criminais. O mesmo problema foi constatado nos pedidos dos candidatos Elen Roberta da Costa Moreira (PRB) e Marcos Rogério Soares (PMN).

Na lista dos candidatos indeferidos estão aqueles que deixaram de participar de disputas eleitorais em anos anteriores. Por não estarem “quites” com a Justiça Eleitoral, alguns candidatos também ficaram de fora, como o candidato Juscelino Maurício de Souza (PSDB). A ausência na votação do referendo sobre a venda de armas também foi motivo para Sousa indeferir pedidos de registros de candidaturas. Foram enquadrados por este motivo: Eid Lady Faria da Silva (PRB), José Germano da Silva (PSC) e Elisângela Araújo (PSL). De acordo com o chefe do cartório, os partidos que não apresentarem nomes de substitutos ou deixar de apresentar recurso no TRE, a vaga será extinta automaticamente. “O juiz ainda não analisou o pedido de outros dez candidatos. Os outros candidatos já tiveram seus pedidos deferidos”, disse Trindade. O candidato a prefeito Jean Dornelas (PMN) e o vereador Eduardo Piacenti (PPS) estão na lista dos candidatos que não tiveram os seus registros analisados. Ontem, foi encaminhado ao Ministério Público processo em que Dornelas deixou de explicar divergências em assinaturas protocolados na Justiça Eleitoral. “Ele (Dornelas) não apresentou a justificativa pedida pelo juiz no prazo de 72 horas”, afirmou.



5.8.08

COMUNICAÇÃO NA ERA DIGITAL - AULA 06

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COMUNICAÇÃO NA ERA DIGITAL - AULA 01

Computador e Botox deixam candidatos

10 anos mais jovens Para ficar bem em Rio Preto, eles apelam a preenchimento e abusam do Photoshop, programa que corrige imperfeições

Mona Husseini

Em período eleitoral os consultórios de dermatologia e estética de Rio Preto ficam lotados.

Se engana quem imagina que são as mulheres ou namoradas de políticos que os procuram. Na realidade, quem passa por tratamento para ficar até 10 anos mais jovem são os próprios candidatos, que também abusam do Photoshop (programa de computador que faz tratamento de imagem) para ficar bem na foto.

Somente o dermatologista Carlos Roberto Antônio, atendeu cerca de 15 políticos que vão disputar a eleição deste ano em Rio Preto.

Clareamento de pele a laser, aplicação de Botox, preenchimento e depilação definitiva da barba são os serviços mais procurados pelos políticos que querem ficar mais bonitos na foto e na TV.

Segundo o dermatologista, os políticos gastam pelo menos R$ 2,5 mil para ganhar aparência mais jovem.

O especialista em marketing eleitoral Carlos Manhanelli, presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos, alerta que é necessário ter cuidado para não exagerar. “As alterações corretivas, como em dentes tortos ou sobrancelhas mal acabadas, são bem-vindas.”

Segundo ele, os candidatos que passam por aplicações de Botox ou mudam a maneira de se vestir, por exemplo, perdem a credibilidade de seus eleitores. “Isso mostra o desrespeito pela sua história de vida.”

Manhanelli também afirma que algumas alterações feitas com o Photoshop ridicularizam os candidatos.

Segundo o especialista, o presidente Lula passou por uma repaginação para tirar o “tom raivoso.”


Eles ficam sem rugas e com pele de bebê nos santinhos
Não se vê nos santinhos de candidatos a vereador de Rio Preto com cabelos brancos, sobrancelhas mal feitas, papada e muito menos rugas no rosto e pescoço. Em alguns casos, a pele dos políticos até parece com bumbum de nenê.

Com tanta diferença da imagem real, as fotos usadas pelos candidatos deixa claro o uso do Photoshop (programa de computador para tratamento de imagens) para a melhoria do visual.

Em alguns casos, o programa de computador chega a criar um óculos novo para o candidato.

Questionado sobre o visual que aparece no santinho, o presidente da Câmara de Rio Preto, Adney Secches (PSDB), admite que usou o Photoshop para retirar alguns “defeitinhos”. “Nada mais que isso.”

Já o candidato a vereador Paulo Pauléra (PP) afirma que a única iniciativa que teve até agora para melhorar o visual foi fazer exercícios físicos.

“Além da caminhada, estou evitando comidas gordurosas e doces. Nesta época não posso ficar indisposto.”

Para o também candidato a vereador Julio Caetano (PT), seu visual não precisa de nenhuma mudança.

“Está tudo em cima. Sou bonitinho. A única mudança na foto é o uso do terno. No meu dia-a-dia não o coloco.”


Outro que também caprichou foi o candidado a vereador Jair Afonso (PMDB), que tingiu o cabelo para a campanha com visual acaju.

Metade dos prefeitos da região disputa a reeleição em outubro

São José do Rio Preto, 5 de agosto de 2008

Editoria de Arte
Diário publica levantamento com os prefeituráveis de 93 cidades

Rita Fernandjes

Mais da metade das cidades da região noroeste de São Paulo tem candidato à reeleição. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 52 prefeitos dos 93 municípios da região de Rio Preto estão na corrida eleitoral e tentam garantir sua permanência no poder por mais quatro anos. No total são 228 candidaturas, sendo que os homens ainda predominam na corrida eleitoral da região. Apenas 26 mulheres estão na disputam pela prefeitura, sendo que seis tentam se manter no governo pela próxima gestão. De acordo com dados divulgados pelo TSE, 39 das 228 candidaturas são de tucanos e outras 33 de peemedebistas. O DEM aparece com 27 pretendentes ao cargo de prefeito, seguido pelo PTB, com outros 25 candidatos. Já o PSB tem 19 pessoas na disputa eleitoral, seguido pelo PT (18), PP (14), PDT (11), PPS (11), PR (8), PV (8), PSC (7) e Psol (3). As siglas PMN, PSDC, PRB, PSL e PTN aparecem com apenas um candidato cada.

O número de prefeituráveis só não é maior porque a eleição 2008 tem chapa única em seis cidades: Américo de Campos, Bálsamo, Mira Estrela, Macaubal, Mirassolândia e Paraíso. Dessas, apenas em Mira Estrela e Mirassolândia não contam com candidaturas à reeleição, mas os prefeituráveis são os atuais vice-prefeitos. Em caso de chapa única, o prefeiturável não tem como perder. Basta o seu voto para ser eleito. As cidades com maior número de prefeituráveis são Rio Preto e Bebedouro, com sete chapas cada. Em Mirassol seis coligações. O peemedebista Hélio de Almeida Bastos tenta a reeleição em Bebedouro, em chapa pura, formada com o candidato a vice Ângelo Rafael Daolio, pela coligação Experiência Trabalho e Competência, formada em aliança com o PDT. Em Mirassol, o ex-prefeito Chim Palchetti (DEM) tenta voltar ao Executivo, depois de ser derrotado nas eleições de 2004, por Edilson Garcia Coelho. Ao lado da candidata a vice-prefeito Silvia Maria de Castilho Laguna (PSDB), Chim encabeça a coligação Unidos por Mirassol, formada pelo DEM, PSDB, PR e PPS. Quem também está nesta disputa é o vereador e ex-presidente da Câmara de Mirassol Newton César Silva Pinto (PSB), em chapa pura, ao lado do candidato a vice Marcelo Humberto Herédia.

Chapa única precisa de apenas um voto válido, diz TSE
Os candidatos da região que disputam sozinhos a prefeitura de suas respectivas cidades já estão eleitos, conforme Lei Eleitoral 9.50497. Isso porque o artigo terceiro prevê que “será considerado eleito prefeito o candidato que obtiver a maioria dos votos, não computados os em branco e os nulos”. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “esses candidatos serão eleitos mesmo que tenham apenas o voto deles.” A exceção ocorre em cidades com mais de 200 mil eleitores, onde é considerada a maioria absoluta de votos (não computados os brancos e nulos), conforme prevê o parágrafo segundo do artigo terceiro da Lei Eleitoral. Apesar de terem 100% de certeza da vitória, os candidatos de chapa única afirmam que trabalham como se tivessem adversário. “Sei que estarei eleito só com o meu voto, mas não aceito menos de 50% de apoio da população. Se não, fica chato”, afirma Sérgio Luiz de Mira (PMDB), candidato à reeleição em Macaubal. “Estou em campanha para conseguir 70%”, diz.

O candidato à reeleição em Bálsamo, José Soler Pantano (PSB), afirma que a campanha em cidades pequenas é diferente de grandes centros. “As pessoas fazem questão que os candidatos peçam os votos, caso contrário não votam porque pensam que o candidato não quis o voto delas”, diz. Pantano também afirma que o trabalho corpo-a-corpo é importante para conscientizar as pessoas de votarem. “As pessoa acham que já estamos eleitos e que podem ir pescar no dia da eleição. Na verdade, não é bem assim. Precisamos do voto de todos, afinal é uma eleição”, afirma. O vice-prefeito de Mirassolândia, João Carlos Fernandes (PSDB), candidato a prefeito, diz que trabalha como se tivesse um forte adversário. “Não tem moleza. Temos de fazer corpo-a-corpo e visitar todas as casas da cidade”, diz. “Vamos fazer todas as propagandas permitidas por lei, como pintura em muro, distribuição de adesivos e santinhos”, afirma.

Segundo o prefeiturável, a oposição desistiu de lançar candidatura porque “não tinha material humano.” Já o candidato à reeleição em Américo de Campos, César Schumaher de Alonso Gil (PR), afirma que a cidade não está em clima de eleição. “Estou trabalhando muito, mas a campanha por aqui está muito limpa. Fizemos um acordo para ninguém pintar muros. E como sou o único candidato, evitei gastos com material de campanha”, diz. A reportagem não localizou os prefeituráveis José Braz Alvarindo do Prado (PDT) e Eliseu Alves da Costa (PT), respectivamente de Altair e Vitória Brasil.


4.8.08

ABSOLUT 100



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Valdomiro Lopes desdenha Antunes

São José do Rio Preto, 3 de agosto de 2008

Edvaldo Santos
Valdomiro, ao lado de seu vice, Gaber Lopes, discursa a militantes

Jocelito Paganelli

03:18 - O candidato a prefeito de Rio Preto Valdomiro Lopes (PSB) desdenhou da decisão do ex-prefeito Manoel Antunes de deixar o partido após ter sido preterido pela cúpula. “Isso é coisa da política. Recebo com naturalidade. Faz parte do processo democrático”, disse Valdomiro durante encontro com os mais de 100 candidatos a vereador que integram a coligação que o apóia. Antunes anunciou na sexta-feira que vai se desfiliar do PSB para poder participar do programa eleitoral do candidato do PT, João Paulo Rillo. O ex-prefeito ainda não engoliu a perda da legenda para Valdomiro. “Estou como Ulysses na ilha de Ithaca sem barco e à procura de Penélope”, afirmou, se referindo ao clássico da literatura “A Odisséia.” “Agora procuro ajudar o João Paulo”, disse o ex-prefeito, que marcou a oficialização de sua saída do PSB para “os próximos dias.”

No encontro de ontem com os candidatos de sua coligação, Valdomiro aproveitou para afinar o discurso com os correligionários e traçar as estratégias de sua campanha. O evento serviu ainda para mais uma etapa de gravação dos programas eleitorais entre ele e os candidatos a vereador. Ao contrário do que estava programado, os deputados Vaz de Lima (PSDB) e Rodrigo Garcia (DEM) não apareceram no ato de apoio a Valdomiro.


Thomaz Vita Neto
Eloy caminha despercebido pelo povo no Calçadão de Rio Preto

Nanicos
Com pouco material de propaganda e número ainda menor de cabos eleitorais e também sem qualquer tipo de equipamento de produção os candidatos a prefeito Eloy Gonçalves (PSC) e Jean Dornelas (PMN) pediram votos no Calçadão, ontem. Os dois aparecem na últimas colocações na pesquisa Diário/Vox Populi, com índices que não chegam a 1% da intenção de votos do eleitorado rio-pretense. Na campanha de Dornelas, a falta de dinheiro para contratar cabos eleitorais faz com que os candidatos a vereador pelo PMN atuem na função, inclusive carregando placas de propaganda. Ontem, enquanto o prefeiturável abordava eleitores, o candidato a vereador Paulo Rocha (PMN) carregava uma placa com mais de dois metros de altura com a foto de Dornelas.
Thomaz Vita Neto
Dornelas aborda eleitores no Centro da cidade em busca de votos


Eloy também fez campanha acompanhado de candidatos a vereador, mas sem placas. Enquanto distribuía santinhos no Calçadão, o candidato do PSC parou ao lado de um violeiro para cantar. Escolheu a canção ‘Amargurado’, da dupla Tião Carreiro e Pardinho, mas não passou da primeira estrofe. Foi logo chamado pelos companheiros de partido para se apresentar a um grupo de eleitores. Os outros candidatos não tiveram agenda pública ontem.

Confira a ficha corrida dos candidatos a prefeito de Rio Preto

São José do Rio Preto, 4 de agosto de 2008

Orlandeli/Editoria de Arte

Allan de Abreu

02:20 - Nove candidatos a prefeito e a vice de Rio Preto respondem a 30 processos na Justiça e a dois inquéritos na Polícia Federal. Nenhuma das sete chapas escapa das ações judiciais. O cardápio é variado: improbidade administrativa, crime eleitoral, sonegação previdenciária, dívidas com a Receita Federal, falsificação de procuração e ações trabalhistas. Se o projeto de lei defendido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) - que pretende barrar a candidatura dos “fichas sujas” - estivesse em vigor, quatro das sete chapas seriam impugnadas devido a pendências judiciais dos prefeituráveis ou dos seus vices. Valdomiro Lopes (PSB), Orlando Bolçone (PPS), João Paulo Rillo (PT) e Jean Dornelas (PMN) estariam fora da disputa. “Nossa proposta é tornar inelegível por oito anos quem tiver sido condenado pelo mau uso do dinheiro público”, diz o coordenador da Pastoral Fé e Política de Rio Preto, Marcos Antônio Ferreira Matheus. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) tem proposta semelhante, e há duas semanas divulgou uma lista com as “fichas sujas” dos candidatos nas capitais.

Valdomiro e os candidatos a vice nas chapas de Bolçone e Rillo, Dourival Lemes (PMDB) e Alcides Zanirato (PR), respectivamente, foram condenados a devolver R$ 268 mil (valor já corrigido) aos cofres públicos, com base em ação civil pública movida em 1991 pelo então promotor da Cidadania Odival Cicote. Os três eram vereadores na época e receberam salário acima do teto municipal devido a uma ajuda de custo incidente sobre o salário-base. O Ministério Público perdeu a ação em primeira instância, mas recorreu e venceu no Tribunal de Justiça (TJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda tramita um último recurso no TJ contra a execução da sentença. Embora a ação seja anterior à lei de improbidade (8.492/1992), a CNBB defende a inelegibilidade com base no princípio da moralidade previsto na Constituição Federal, que é de 1988.

Quem foi condenado por improbidade com base na lei 8.492 é Jean Dornelas. Em 2005, quando era assessor jurídico da Prefeitura de Potirendaba, ele foi considerado pela Justiça um dos responsáveis pela contratação de 19 funcionários de uma só vez, sem concurso público. O prefeiturável recorreu da decisão ao TJ. Dornelas ainda é réu em uma ação penal por patrocínio infiel, quando o advogado prejudica os interesses do próprio cliente. Pela lei eleitoral em vigor, no entanto, mesmo com essas condenações por mau uso do dinheiro público, nenhum dos prefeituráveis de Rio Preto seria declarado inelegível. Isso só ocorre atualmente quando há processos judiciais com trânsito em julgado, sem possibilidade de recursos. “É uma legislação muito branda. O candidato deve ter uma reputação ilibada, o que está longe de acontecer atualmente”, afirma Rosângela Giembinsky, vice-coordenadora da ONG Voto Consciente. O promotor eleitoral de Rio Preto, Ary Hernandez, concorda. “A Justiça brasileira é muito lenta, o que favorece o candidato com pendências judiciais”, diz.

Procuração falsa
Além da ação de 1991, Valdomiro, líder na pesquisa Diário/Vox Populi, com 56% das intenções de voto, responde a uma ação popular pedindo a devolução da verba de representação recebida como deputado estadual. O candidato também é réu em uma ação de evicção, quando quem adquire um imóvel descobre haver um comprador anterior. Foi o que ocorreu em um terreno em Bragança Paulista (SP), em que um dos donos era o pai de Valdomiro. Em 2001, o empresário Paulo Sérgio Tadeu do Amaral comprou o imóvel com base em uma procuração falsa de um dos 16 donos, segundo o advogado dele, João Hermes Pignatari Junior, que não soube dizer quem dos proprietários falsificou o documento. O parlamentar substituiu o pai na ação depois da morte dele, em 2002. Valdomiro foi condenado em primeira e segunda instâncias. Há um último recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Além das ações em trâmite na Justiça, o deputado foi indiciado pela Polícia Federal por crime eleitoral em 2006. Na ocasião, um jornal de José Bonifácio publicou no mesmo dia da eleição propaganda em favor de Valdomiro, o que é proibido. O inquérito tramita no STF devido ao foro privilegiado do deputado federal Júlio Semeghini (PSDB), um dos indiciados. Cabe agora à Procuradoria Geral da República decidir se denuncia ou não o caso à Justiça. Em caso de condenação, Valdomiro se torna inelegível e perde os direitos políticos, segundo o promotor Ary Hernandez. Quem também é investigado pela PF é Zanirato. O inquérito, instaurado em junho, apura suposta sonegação previdenciária e fraude trabalhista no América entre dezembro de 2005 e junho de 2006, quando Zanirato já era presidente do clube e responde pelos atos da entidade. Segundo a assessoria do Ministério Público Federal, o América teria deixado de registrar a carteira de trabalho dos funcionários.

Processos trabalhistas
A empresa Agromonte, pertencente a Eloy Gonçalves Júnior (PSC), responde na Justiça a quatro ações trabalhistas, ainda não julgadas, e a uma ação na área cível, em grau de recurso na segunda instância. Orlando Bolçone e João Paulo Rillo, candidatos a prefeito, não respondem a nenhuma ação judicial. Entre os postulantes ao cargo de vice-prefeito, nada consta na Justiça contra Júlio César de Campos (PV), Elza Bonazzi (Psol) e Roberval Rodrigues da Silva (PSC), respectivamente vices de Cacau Lopes (PV), Marcelo Henrique (Psol) e Eloy.

Prefeituráveis alegam inocência nos processos
O jornalista José Luiz Rey, assessor do deputado estadual Valdomiro Lopes (PSB), negou envolvimento do candidato na venda de imóvel em Bragança Paulista com base em documentos falsos. Segundo Rey, quem respondia como réu na ação era o pai do deputado que - ainda conforme o assessor - também não teve participação no caso. Depois da morte dele, em 2002, Valdomiro assumiu o pólo passivo da ação. Sobre o inquérito da PF, Rey disse que a publicação irregular no jornal de José Bonifácio ocorreu sem o conhecimento do deputado. O assessor confirmou a ação popular que tramita na Vara da Fazenda em São Paulo, mas negou irregularidade no recebimento das verbas de gabinete na Assembléia. Rey não comentou a ação civil movida pelo Ministério Público de Rio Preto em 1991.

Dourival Lemes (PMDB) e Alcides Zanirato (PR) se disseram inocentes na iniciativa de receber salário, como vereadores, acima do teto municipal no início dos anos 90, objeto da ação da Promotoria. “A Câmara não agiu de má-fé”, disse Dourival. “Não é nada pessoal contra mim. Recebi (o salário irregular) porque era vereador como os outros”, completou Zanirato, que se irritou com o levantamento do Diário. “Pelo jeito, o jornal quer que Jesus Cristo seja candidato.” Jean Dornelas negou ilegalidade na contratação de servidores sem concurso pela Prefeitura de Potirendaba. “Não houve exagero. Essas contratações foram necessárias à máquina pública.” O candidato também se disse inocente na ação penal contra ele por patrocínio infiel. Gustavo Petrolini Calzeta, advogado do empresário Eloy Gonçalves Júnior, afirmou que os ex-empregados da Agromonte autores das ações trabalhistas contra a empresa respondem a processo-crime por furto de mercadorias na firma. Segundo Calzeta, as ações na Justiça do Trabalho estão suspensas até o julgamento da ação criminal. “Essas ações foram uma retaliação dos processados por furto na empresa”, disse o advogado.

Dornelas, Basílio e Zanirato têm pendências no SCPC
Um candidato a prefeito e dois a vice aparecem com dívidas no cadastro do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC): Jean Dornelas e seu vice, Basílio Almeida Neto, e Alcides Zanirato, este último postulante a vice na chapa do petista João Paulo Rillo. Dornelas teve um cheque de R$ 5 mil protestado em cartório no dia 23 de julho. Segundo reportagem publicada ontem pelo Diário, o banco não reconheceu a assinatura do candidato no cheque. Como a assinatura é a mesma que consta no registro da candidatura de Dornelas, ele pode ser impugnado pela Justiça Eleitoral. A reportagem não conseguiu localizar Dornelas ontem para comentar o caso.

O candidato a vice dele, Basílio, teve seis cheques devolvidos no comércio - a última devolução foi em 14 de março deste ano. Os valores não foram informados. Basílio disse que já resolveu a pendência. “Falta dar baixa no SCPC”. Zanirato aparece no cadastro do SCPC com uma dívida bancária de R$ 1.179, datada de 2 de agosto de 2007. O candidato afirmou desconhecer o débito. “Não costumo dever nada para ninguém. Foi bom você ter me avisado”, disse à reportagem.

Candidatos devem meio milhão
As dívidas dos candidatos com o Poder Público somam 16 processos, metade do total das ações judiciais contra os prefeituráveis. O passivo total chega a R$ 500 mil, valor não corrigido pela inflação. Dessas ações, sete se referem a dívidas de impostos municipais, o que é alvo de crítica do promotor eleitoral Ary Hernandez. “Como o sujeito que deve para o município vai receber salário desse mesmo município como prefeito?”, questiona. Mesmo assim, o promotor disse que, pela lei atual, não pode pedir a impugnação das candidaturas. Quem mais responde a ações por dívida é Cacau Lopes (PV). São cinco processos pelo não-pagamento de impostos municipais (R$ 2.824,94, não corrigidos), e uma ação por dívida de R$ 16.666 no Imposto de Renda. Basílio de Almeida Neto (PMN), vice na chapa de Jean Dornelas, vem em seguida, com cinco ações por dívida.

Duas se referem a débitos de IPTU. Basílio tem ainda um processo de execução fiscal movido pela Receita estadual e é réu em ação por dívida de aluguel de imóvel no qual foi fiador. A mesma situação envolve o candidato a prefeito Marcelo Henrique (Psol), fiador do aluguel de uma loja no Praça Shopping e na compra financiada de uma motocicleta. Houve calote nos dois casos, e o prefeiturável responde a ações na Justiça. Jean Dornelas é co-responsável por duas ações de execução fiscal movidas pelo INSS contra a Brazil Investment, antiga proprietária do hotel Michelângelo, em Rio Preto. A dívida previdenciária chega a R$ 282,2 mil. Gaber Lopes (PSDB), vice na chapa de Valdomiro, responde a um processo na Justiça Federal por dívida com o Imposto de Renda.

Outro lado
Cacau admite todas as dívidas, e diz que está pagando os impostos parceladamente. O mesmo disse Basílio, Marcelo Henrique e o advogado de Gaber, Aristides Lopes. Dornelas disse ter sido executado indevidamente pela Previdência. “Era procurador da empresa para contrato social apenas.” Dornelas apresentou ao Diário documento da Receita Previdenciária de janeiro de 2006 excluindo o seu nome da relação de co-responsáveis da empresa. No entanto, segundo a Receita, como duas das três ações de execução são anteriores à certidão de exclusão, Dornelas deve continuar no pólo passivo desses dois processos.

Advogados respondem a processo ético na OAB
Advogados e candidatos a prefeito de Rio Preto, Jean Dornelas (PMN) e Marcelo Henrique (Psol) respondem a processo ético-disciplinar na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). As sindicâncias tramitam em sigilo. A sindicância contra Marcelo Henrique foi movida pelo então presidente da OAB em Rio Preto, Flávio Marques, em 2006. Na época, o advogado fez críticas públicas à entidade na discussão sobre o fim da exclusividade dos advogados no uso do estacionamento do Fórum. “Eu disse que a OAB era inerte”, afirmou. Para Marques, o atual candidato deu publicidade a assuntos internos da entidade, o que caracterizaria infração à ética. “Ele fez isso para me queimar”, rebate Marcelo. Dornelas também responde a processo interno na entidade por, segundo ele, ter defendido um colega advogado da acusação, por uma cliente, de ter desviado dinheiro de um processo. “Ela achou que eu estava mancomunado com o outro advogado, e entrou com a representação. Não tem nada a ver”, diz o candidato.




1.8.08

Sorteio define que Cacau estréia propaganda na TV

São José do Rio Preto, 1 de agosto de 2008

Guilherme Baffi
Representantes de partidos e veículos acertam detalhes de tempo

Jocelito Paganelli

03:20 - Cacau Lopes (PV) será o primeiro dos sete candidatos a prefeito de Rio Preto a divulgar a candidatura na tevê e no rádio na estréia da propaganda eleitoral dos prefeituráveis, que começa a ser veiculada a partir do dia 20 de agosto, uma quarta-feira. Um dia antes terá início a propaganda na tevê dos candidatos a vereador. Na ocasião, os candidatos do PMN que tentam uma vaga na Câmara é que serão os primeiros a aparecer na tevê. A seqüência de aparição dos candidatos a prefeito e vereador nos primeiros dias da propaganda eleitoral na tevê foi definida ontem, em sorteio, com a participação do juiz Jorge Abdala Buassi, da 267ª Zona Eleitoral de Rio Preto. A propaganda eleitoral será veiculada na televisão em dois horários - às 13 horas e às 20h30 - de meia hora cada um, além de pequenas inserções que variam de 15 segundos a um minuto no decorrer da programação diária das emissora Rede Vida, Record e TV Tem, todas com sede em Rio Preto. No rádio, a propaganda será veiculada por oito emissoras às 7 horas e ao meio dia.

O tempo oficial que cada candidato a prefeito e coligações de candidatos a vereador terá para apresentar as propagandas políticas na tevê e rádio será definido na próxima segunda-feira, às 10 horas, no cartório da 267ª Zona Eleitoral, levando em consideração a quantidade de deputados federais eleitos por cada partido. O tempo seria definido ontem, mas o computador com o programa da Justiça Eleitoral que gera automaticamente a fatia de cada um não pôde ser levado ao Fórum por problemas de logística. Apesar da indefinição, coordenadores das campanhas especulam o tempo de tevê de cada candidato. Valdomiro Lopes (PSB), com uma coligação que reúne 11 partidos, deverá ficar com a maior fatia da propaganda na tevê, com 11 minutos em cada bloco de meia hora, além das inserções no decorrer da programação diária das emissoras de tevê e rádio, somando um total de 22 minutos.

O menor tempo deverá ficar com o candidato Marcelo Henrique (Psol), que terá aproximadamente um minuto e meio para divulgar sua candidatura a prefeito. João Paulo Rillo (PT) e Orlando Bolçone (PPS) terão aproximadamente seis minutos cada um na tevê e no rádio, totalizando 12 minutos. A exibição da propaganda política na tevê e rádio será alternada, por meio de rodízio freqüente. Cacau Lopes, que no primeiro dia foi o primeiro fazer campanha, vai para o final da fila no segundo dia. O prefeiturável Marcelo Henrique, que era o segundo da fila, sobe uma posição e será o primeiro a apresentar a campanha no segundo dia de exibição da propaganda eleitoral. O mesmo vai ocorre entre as coligações de vereadores, conforme prevê a Resolução 22.718 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que regulamenta a propaganda eleitoral nas emissoras tevê e rádio.

Comissionado deixa pasta e vai a reunião
Em horário de expediente de trabalho, o assessor da Secretaria de Cultura de Rio Preto, Alaor Ignácio dos Santos, participou de reunião partidária ontem no Fórum. Ele disse que atendeu a um pedido do candidato Cacau Lopes (PV). Alaor cumpriu seu horário de trabalho apenas no período da manhã e depois se ausentou da secretaria. A legislação eleitoral proíbe a participação de servidores públicos não-licenciados em campanhas eleitorais durante o expediente de trabalho e prevê multa de até R$ 106 mil para quem descumpre a determinação. Alaor alegou que começou “muito cedo” o expediente na secretaria e que trabalhou até as 13 horas, quandou deixou a pasta. “Era meu intervalo de almoço. Não tenho um horário fixo. Às vezes trabalho até de madrugada sem ganhar hora-extra”, reclamou. A reportagem confirmou com outros assessores da secretaria que Alor não retomou o expediente no período da tarde.

No entanto, ele disse que ao deixar o Fórum, por volta das 15h30, foi para o Museu de Arte Naïf, administração pela Secretaria de Cultura. No início desta semana o promotor Ary Hernandes, da 125ª Zona Eleitoral, pediu explicações ao prefeito Edinho Araújo (PPS) sobre a suposta participação de dois servidores comissionados da Secretaria de Comunicação, também durante o expediente de trabalho, na elaboração de um blog que mantém em seu conteúdo comentários sobre o cenário eleitoral de Rio Preto. Há índicios de propaganda eleitoral irregular na página eletrônica. Edinho disse que pediria explicações aos servidores sobre a a participação no blog. “Estão dando sopa ao azar”, resumiu um assessor do prefeito.

Estratégia
Coordenadores de campanhas que participavam do sorteio ontem afirmaram que a apresentação do candidato no primeiro dia de programa na tevê tem reflexos no restante do processo eleitoral. Moacir Seródio, secretário-geral do DEM e apoiador da candidatura de Valdomiro Lopes (PSB), comemorou ao saber que seu candidato estrearia à frente do adversário Orlando Bolçone (PPS), que tem o apoio do prefeito Edinho Araújo (PPS). “É sempre bom apresentar propostas antes do programa do candidato do governo (Bolçone)”, disse. O coordenador da campanha de Bolçone, Cláudio Leme, lamentou não ser o primeiro a exibir a campanha na tevê. “O ideal seria abrir o programa. Agora, vamos trabalhar a estratégia para encerrar o programa na tevê no primeiro dia. Ficar atrás do principal adversário (Valdomiro) não atrapalha”, afirmou.